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Projetos executados pela UGPE serão pioneiros no uso da metodologia BIM

Órgão é responsável pela concepção, execução e fiscalização das obras do Prosamim e ProsaiMaués

Trazendo maior eficiência na gestão e concepção das obras e projetos executados pelo Governo do Estado, a Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) será a pioneira no setor público na utilização da tecnologia Building Information Modeling (BIM), nome que, em português, significa “Modelagem da Informação e Construção”.

A tecnologia 3D contempla desde os processos internos até a concepção e revisão do projeto, através de maquetes tridimensionais, resultando na otimização de tempo, execução e custo das futuras obras.

A UGPE vem implementando a metodologia BIM desde novembro de 2020. A Unidade é o órgão responsável pela gestão, planejamento e acompanhamento do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus, popularmente conhecido como Prosamim, e do Programa de Saneamento Integrado de Maués, o ProsaiMaúes.

De acordo com o assessor de Planejamento da UGPE, o arquiteto Cristiano Almeida, a tecnologia melhora a execução de projetos, trazendo mais qualidade e rapidez.

“A gente tem a aceleração de todos os nossos processos de projetar, de ler o ambiente atual, entender como ele funciona e projetar em cima de uma realidade muito próxima, e isso gera também uma velocidade de execução de elaboração de projetos muito maior”, aponta.

Na UGPE, a implementação está sendo feita em diversas fases. A primeira fase, já realizada, fez o diagnóstico de todo o trabalho que a unidade executa e de como ele pode ser melhorado. Na segunda fase, que abrange a capacitação do corpo técnico dos servidores para utilização de novas tecnologias, como o uso de drone para captura da realidade, a UGPE alcançou cerca de 50% de conclusão do treinamento.

O assessor de Planejamento também explica que, dentro do plano de execução BIM na UGPE, para que o objetivo da metodologia seja alcançado, está prevista uma espécie de check-list que compõe toda a fase projetual e o fluxo de trabalho, e que o software traz vantagens que poderão ser analisadas no futuro.

“Com o BIM, a gente tem obras mais assertivas, mais econômicas. A gente consegue usar melhor os recursos disponíveis para investimento nas obras e nos projetos que a UGPE venha realizar no futuro”, explica Almeida.

A estratégia nacional de disseminação da metodologia BIM vem sendo liderada pelo Governo Federal, que, por meio do Decreto nº 9.377, de maio de 2018, instituiu objetivos, ações, responsabilidades, metas e compromissos para a efetiva difusão da metodologia na indústria nacional de construção a partir de 2021.

Treinamento durante a pandemia – Com as restrições de circulação e cuidados de prevenção decorrentes da pandemia de Covid-19, a UGPE também teve que se adaptar a novas formas de trabalho, dando prosseguimento aos treinamentos sobre a metodologia BIM na modalidade home office.

Segundo o subcoordenador setorial de Planejamento, Controle e Gestão da UGPE, Leonardo Barbosa, a capacitação do corpo técnico da unidade não sofreu alterações durante o trabalho remoto.

“Para quem não tinha duas telas, a UGPE disponibilizou os computadores da unidade, para que os servidores pudessem continuar o treinamento em casa, dando continuidade ao aperfeiçoamento da nova tecnologia”, conta Barbosa.

Sobre o BIM – O Building Information Modeling possibilita a criação de um modelo virtual com informações técnicas da edificação. Assim, permite a colaboração de vários profissionais durante a viabilidade do projeto: planejamento, execução e operação da obra.

O BIM é uma coletânea de bancos de dados das disciplinas do projeto. Com esses dados integrados e a adoção de ferramentas específicas, é possível identificar interferências, fazer simulações financeiras, de conforto térmico e até acústico.

FOTO: Tiago Corrêa/UGPE

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