PS 28 de Agosto é o primeiro hospital público do Amazonas a realizar cirurgia de vesícula por videolaparoscopia, na urgência

O Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, unidade da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), passou a realizar colecistectomia por videolaparoscopia. Popularmente conhecida como retirada de vesícula, a técnica, menos invasiva, e que permite uma recuperação mais rápida do paciente do que nas cirurgias abertas, está sendo utilizada pela primeira vez em um pronto-socorro público no Amazonas.

A diretora da unidade, Claudia Teixeira, explica que a retirada de vesícula é um procedimento que pode ser realizado eletivamente, ou seja, com cirurgia agendada. Porém, nos casos de colecistite aguda, recomenda-se a cirurgia precoce, de urgência e emergência. “A cirurgia pode ser realizada de forma tradicional, ou seja, aberta, como é comumente feita. E, também, com a adoção da técnica de videolaparoscopia, menos invasiva e que vem sendo realizada com muito sucesso, há cerca de um mês, no 28 de Agosto”, disse ela.

Ainda segundo Claudia Teixeira, a cirurgia videolaparoscópica de vesícula é um avanço significativo na saúde do paciente, além de resultar na maior rotatividade dos leitos do pronto-socorro, uma vez que diminui consideravelmente o tempo de internação.

Também conhecida como “cirurgia dos furinhos” ou “a laser”, a videolaparoscopia é uma técnica na qual se utiliza três pinças especiais e uma câmera acoplada a uma fonte de luz para visualização. Esses materiais são introduzidos por quatro portais, pequenos furos no abdome. O objetivo da cirurgia é a retirada da vesícula, juntamente com os cálculos renais (pedras nos rins). Isso ocorre porque os fatores que ocasionam o surgimento das pedras, encontram-se na própria vesícula.

Vantagens – A vantagem da videolaparosciopia vai muito além do aspecto estético. Para o médico Tarick Leite, coordenador de Cirurgia Geral do HPS 28 de Agosto, são inúmeras as vantagens da cirurgia videolaparoscópica, dentre elas, a recuperação rápida do paciente. A maioria dos pacientes fica internada no hospital somente um dia e pode retornar ao trabalho e realizar todas as atividades, em uma ou duas semanas. A videolaparoscopia oferece, ainda, menor risco de infecção e de sangramento, além de uma cicatriz cirúrgica mínima, porque são realizados somente quatro furinhos.

Pedra na vesícula – A litíase biliar, mais conhecida por pedra ou cálculo na vesícula, é uma doença bastante comum. No Brasil, estima-se que 9,1% a 19% da população com mais de 20 anos de idade possuam pedra na vesícula.

A maioria dos portadores de pedra na vesícula é assintomática. No entanto, o problema pode ocasionar sintomas intensos e graves, sendo os mais comuns: dor no abdome, náuseas, vômitos e icterícia (olhos amarelos). Em alguns casos, quando a infecção na vesícula é muito grave, pode-se ter o rompimento da vesícula. Outro quadro comum são as inflamações pancreáticas (pancreatite), ocasionadas pelas pedras que migram da vesícula.

O surgimento da pedra na vesícula pode ser por alimentação errada (rica em gordura e fritura), problemas na composição da bile e até mesmo por doenças na própria vesícula.

A bile, que é produzida no fígado e é armazenada na vesícula, participa do processo de digestão dos alimentos gordurosos. Ela contém várias substâncias – sais biliares, pigmentos e colesterol. Quando estes entram em desequilíbrio, acontece a formação das pedras na vesícula.

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