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QUEDA DO DÓLAR FAZ DOBRAR OPERAÇÕES DE CÂMBIO

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“Tivemos um aumento de mais 100% no número de operações desde quarta-feira. Esta tendência de baixa deve continuar por alguns dias em função das notícias globais e da política nacional”, explica Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio da FB Capital

A menor cotação da moeda americana em 2016 mexeu com os brasileiros. Além dos turistas que precisam de dólares para viajar, existem os importadores e investidores que, em um período de instabilidade política e econômica, procuram se “dolarizar”, seja comprando moeda ou colocando recursos em contas no exterior. Além disso, o sonho do brasileiro que quer ter uma casa para morar ou passar férias nos EUA continua aquecido desde 2008. Muitos desses compradores financiaram seus empreendimentos quando a cotação era abaixo de R$ 3,00.

Com o dólar próximo de R$ 4,00, o investidor fica esperando o melhor momento para mandar os recursos para sua conta dos EUA e, a partir dela, ir quitando suas dívidas imobiliárias. “Muitos compradores não enviam valores todos os meses. Mandam suas remessas para o período de 10 meses tentando aproveitar os períodos de baixa da cotação”, explica Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio da FB Capital, instituição líder no país com a intermediação de mais de 1.500 imóveis.

Desde ontem o número de operação na FB Capital vem registrando mais do dobrou em relação a média diária e deve continuar neste patamar até o final desta semana. “Tivemos um aumento de mais 100% no número de operações desde quarta-feira. Esta tendência de baixa deve continuar por alguns dias em função das notícias globais e da política nacional”. O executivo explica que o brasileiro está aprendendo obrigado de que é preciso aproveitar os bons momentos. “No começo do ano, tivemos uma baixa na cotação e muitos ficaram esperando que caísse ainda mais. O fato não ocorreu e muitos perderam a chance. Agora, todos aqueles que perderam a oportunidade no passado estão desesperados para aproveitar esta de agora. O investidor precisa entender que não importa se o dólar se desvalorizará ainda mais. O importante é aproveitar o custo de oportunidade em relação ao que estava ontem”, finaliza Bergallo.

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