Na corrida pela contratação dos melhores talentos disponíveis no mercado de trabalho, as corporações investem cada vez mais em novas estratégias capazes de identificar e atrair profissionais ideais para as vagas

São Paulo, fevereiro de 2019 – Uma das tendências que deve pautar as decisões do RH em 2019 é o recrutamento preditivo. O termo é ainda desconhecido e novidade para a área. Se utiliza de práticas de big data (conjunto de dados), visando um processo seletivo inteligente e capaz de atender às diversas necessidades corporativas. O impacto negativo trazido por contratações equivocadas, prejudica a saúde financeira da companhia, a construção da marca e até mesmo a disputa pela preferência do candidato pela concorrência, já que hoje as informações circulam de forma muito rápida.

Mais do que nunca, o uso de tecnologias como machine learning e algoritmos estatísticos prevê acontecimentos, antecipa problemas, assim como aumenta a probabilidade de fidelização de um cliente ou de uma rescisão de contrato, por exemplo. Recrutar pessoas é uma atividade que pode se valer do mesmo raciocínio.

“A tecnologia traz a possibilidade de potencializar e ser mais assertivo na hora de iniciar um processo de R&S. O recrutamento preditivo pode-se prever o aumento de faturamento na área de vendas, por exemplo, a partir da análise de dados dos melhores perfis e de performance de quem está vendendo mais. O que acontece atualmente é que, a maioria das empresas não sabem ao certo as características necessárias que devem buscar nos candidatos para ocupar uma determinada vaga. Se você não sabe o que procura, como pode ter êxito na contratação?”, diz Marcel Lotufo, co-fundador e CEO da Kenoby, software de recrutamento e seleção.

O recrutamento preditivo é um dos aspectos que marcam a atuação de um RH estratégico, voltado para a tomada de decisão e atuante como braço direito dos CEOs e diretores. “A mudança de mentalidade é muito importante, bem como a adesão de novas tecnologias que ajudam a empoderar o RH na tomada de decisão, tornando o processo mais ágil e inteligente.”, diz o executivo que chegou a atuar como headhunter no mercado.

A era dos dados

Além da otimização de tempo em todo o processo, a probabilidade de que a contratação seja mais coerente com as necessidades e objetivos de negócios da empresa aumenta muito. Hoje, os recrutadores não precisam mais avaliar centenas de candidaturas, e sim focar seus esforços em perfis mais assertivos. A triagem de perfis, por exemplo, pode ser muito mais precisa. Afinal, é possível definir, com base nos colaboradores de alta performance da vaga em questão, quais são as características comportamentais que auxiliam no desempenho da função.

Assim, com a utilização de testes psicométricos, é possível triar os candidatos com base em diversos conjuntos de características que apresentam bons resultados no desenvolvimento das tarefas daquela posição. “O ideal é aliar as duas frentes: a análise de informações com a percepção e experiência dos recrutadores. Por meio dessa parceria, cresce a probabilidade de que as contratações atendam às demandas, aumentando os índices de retenção, engajamento e produtividade”, finaliza.

A Kenoby tem parceria com a Mindsight, empresa responsável pela aplicação de testes psicométricos, fazendo o matching entre pessoas e ambientes, mapeando o perfil do candidato e das organizações de maneira comparável e escalável.