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Redução da Selic deve beneficiar todos os setores da sociedade, diz economista

O terceiro corte consecutivo feito pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, na taxa básica de juros do Brasil, deve beneficiar todos setores da sociedade. Essa é avaliação do economista Eduardo Reis Araújo que é vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES). Ele acredita que decisão de corte na Selic cria um incentivo maior do investimento produtivo, já que reduz o custo das empresas que contratam empréstimos. “Porque isso reduz o custo dos empréstimos para os consumidores. E para o setor público também é muito vantajoso. Principalmente porque nós temos os custo de rolagem da dívida pública federal e no Brasil a gente paga valores absurdos com o pagamento de serviços da dívida pública. Então, à medida que a gente tem espaço para a redução dessa taxa de juros, toda a sociedade acaba sendo beneficiada”.

Na última quarta-feira (12), o Copom, reduziu a Selic de 13,75 para 13 por cento. Essa diminuição, de 0,75 ponto percentual, é a maior em quase cinco anos. A última vez que o Copom decidiu por um corte semelhante foi no ano 2012. Aumentar a Selic ou manter a taxa lá no alto é a principal forma que o Banco Central tem para tentar conter a inflação. Para entender melhor, é preciso lembrar que a taxa Selic trata-se de um custo que o governo paga para fazer a rolagem da dívida pública, o que envolve instituições financeiras, fundos de investimentos e fundos de previdência, além de investidores. De acordo com o economista Eduardo Reis Araújo, como a inflação tem caído nos últimos meses, a tendência é que o Banco Central mantenha a trajetória de corte da Selic. Apesar das boas expectativas, o economista lembra que alguns fatores podem fazer os preços voltarem a subir no Brasil. “De uma maneira geral a continuidade da queda da taxa de juros pode chegar a 10 por cento no final de 2017. Depende de nós termos um ambiente propício para a queda da inflação. E o que pode colocar em risco a inflação são esses dois elementos: um deles é a questão dos preços dos combustíveis e outro são as políticas econômicas que podem ser adotados pelo governo Trump”.

Em nota, o Copom explicou que os resultados para a inflação foram mais favoráveis que o esperado, ao terminar 2016 em 6,3 por cento. O número está dentro do intervalo de tolerância definido para o ano. Por conta dos bons resultados, o Copom entende que a flexibilização monetária em curso pode ser intensificada.

Reportagem, Bruna Goularte