O deputado federal Marcos Rotta (PMDB-AM) reforçou, nesta quinta-feira (5), em seu pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), o discurso do partido em torno da reforma política, que teve a proposta admitida e a comissão técnica criada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha, esta semana.

Entre outros pontos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 352 acaba com a reeleição do presidente da República, dos governadores e prefeitos, põe fim ao voto obrigatório, que se torna facultativo, e muda as regras das coligações para a eleição de deputados federais. Essa proposta, resultante do Grupo de Trabalho de Reforma Política da Câmara dos Deputados, permaneceu trancada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por vários meses, mas o assunto veio à tona após a eleição do presidente Eduardo Cunha, no início deste mês.

Marcos Rotta defende a coincidência das eleições, isto é, o fim da realização de eleições a cada dois anos e a realização de eleições gerais a cada quatro anos; o fim da suplência de senador; a revisão no número de partidos políticos e na maneira facilitada que são criados; a revisão das publicações de pesquisas eleitorais em véspera de eleição; ampla discussão com entidades sobre o financiamento público e privado; e realização de audiências públicas com a participação popular.

No discurso, Marcos Rotta apresentou-se aos colegas, como ex-deputado estadual no Amazonas com quatro mandatos consecutivos, e agradeceu pelos 118 mil votos nas últimas eleições. De acordo com ele, apoiar a reforma política significa retribuir a confiança do público e resgatar a credibilidade da classe política brasileira, bastante desgastada. “Devemos repensar a imagem política da classe política. E se há alguém que pode reverter esse quadro, que infelizmente hoje não é um quadro favorável, somos todos nós, integrantes da política”, disse o parlamentar, no plenário.

Para ele, o presidente Eduardo Cunha foi correto ao permitir a admissibilidade do Plenário à proposta de reforma política e também a criação da comissão especial, que vai discutir as diversas propostas em torno da reforma.

“O presidente agiu corretamente ao permitir a possibilidade de discutir a reforma política fora do âmbito da CCJ. Eu faço parte da renovação da Câmara dos Deputados. Estou sensível aos anseios dos movimentos sociais, das igrejas e de todos que querem passar a política a limpo. Tenho consciência de que haverá muito embates políticos sobre o tema e apesar de não contemplar a todos os partidos e ideologias políticas, a Câmara dos Deputados não pode de maneira alguma deixar de aproveitar a grande renovação dos parlamentares para colocar em pauta um assunto que merece urgência”, ressaltou.

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