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O Projeto Regula+Brasil, lançado no Amazonas em 31 de maio, conseguiu, em menos de dois meses, reduzir e até zerar filas do Sistema de Regulação (Sisreg) para quatro especialidades médicas – endocrinologia, gastroenterologia, ortopedia e proctologia.

Conforme balanço do Complexo Regulador, da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), desde o lançamento, o Regula+Brasil zerou a fila para proctologia. Em maio, havia 1.733 pessoas esperando pela consulta com um especialista dessa área e hoje não há mais espera.

Na endocrinologia, a fila, que era de 6.987 no dia do lançamento do programa, baixou para 5.796, redução de 17%. Na ortopedia, eram 17.111 e hoje são 14.953 pessoas na fila, redução de 13% e na gastroenterologia, a redução foi de 18.776 para 17.914, percentual de 5%. Outras duas especialidades –cardiologia e urologia – começaram a ser reguladas pelo Regula+Brasil a partir de julho.

O secretário estadual de Saúde, Rodrigo Tobias, afirma que o balanço é preliminar e os indicadores vão melhorar ainda mais. “Considerando que todos os dias novos usuários são encaminhados para consultas com especialistas e, mesmo assim, a fila está caindo, a redução de hoje já é muito significativa. Mas, a julgar pelo resultado em outros estados, esperamos que, passados três meses, melhoremos esses indicadores ainda mais”, disse.

O vice-governador Carlos Almeida foi o responsável por articular a vinda do projeto para o Estado, quando esteve à frente da Susam. “Orgulha a nós poder ter concluído um processo que já está beneficiando milhares de pessoas, nas filas de espera. O Regula Mais é uma prova inequívoca do nosso compromisso, do governador Wilson Lima com a Saúde”, destaca Carlos Almeida.

O projeto é do Ministério da Saúde, executado pelo Hospital Sírio Libanês (HSL), em parceria com o Governo do Estado, Prefeitura de Manaus e municípios do interior. O Regula+Brasil atua como um ente regulador entre o atendimento na atenção básica e o encaminhamento para consultas e exames especializados. O objetivo é fortalecer a Unidade Básica de Saúde (UBS), conferindo-lhe maior resolutividade e qualificar melhor os encaminhamentos feitos via regulação.

Como funciona – O programa atua em duas frentes. A primeira é quando o paciente ainda está sendo atendido pelo médico na UBS. O profissional pode acionar o telerregulador, por meio do telefone, WhatsApp ou teleconsultoria, para uma segunda opinião, que pode resolver o caso lá mesmo.

Outra frente de atuação é a gestão eficiente dos encaminhamentos ao Sisreg em que os telerreguladores avaliam em tempo real a solicitação, com base em protocolos de prioridade. “A qualidade do encaminhamento melhorou. Às vezes, o pedido chegava na regulação sem nenhuma informação que justificasse prioridade e isso impactava na espera do paciente”, explica a assessora técnica do Complexo Regulador do Amazonas, Kelem Maia.

FOTOS: Divulgação/Secom