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Remédios de intubação podem acabar em 48h nos hospitais particulares

O estoque atual de remédios para intubação varia de 4 a 19 dias. O Ministério da Saúde requisitou na quarta-feira estoques da indústria

A Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP) declarou em carta aberta nesta sexta-feira (19/3), que as requisições do governo federal feitas à indústria para aquisição de remédios do chamado kit intubação estão desorganizando a cadeia de suprimentos e ameaçam o estoque das unidades particulares de saúde. Em algumas, segundo a entidade, medicamentos usados no atendimento a pacientes com Covid-19 podem se esgotar em quatro dias.

O Ministério da Saúde requisitou na quarta-feira (17/3), estoques da indústria de medicamentos para suprir a demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) diante da alta nas internações em todas as regiões do País. A requisição diz respeito a sedativos, analgésicos e bloqueadores musculares usados para intubar pacientes. Para a Anahp, a decisão do ministério afeta recursos que já tinham sido contratados e ameaça também a rede particular.

Em carta aberta, a associação disse que a situação é crítica e “se medidas urgentes não forem tomadas em âmbito nacional mais pacientes morrerão”. A Anahp, que tem 118 hospitais associados, entre eles o Hospital Albert Einstein e Hospital Sírio-Libanês, disse que um levantamento desta quinta-feira apontou a escassez de medicamentos também na rede privada.

O estoque atual de remédios para intubação varia de 4 a 19 dias, segundo o comunicado. A organização confirmou que em alguns casos o estoque só dura mais 48 horas, mas não detalhou a que unidades essa previsão se refere. Com informações do Estadão e Metrópoles.

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