O índice de renovação na Câmara dos Deputados na legislatura que se inicia é de 47,37%, segundo o cálculo da Secretaria-Geral da Mesa. Em números proporcionais, esta é a maior renovação desde a eleição da Assembleia Constituinte, em 1986.

No total, 251 deputados federais foram reeleitos, 19 ex-deputados foram eleitos e tomaram posse 243 novatos.

O analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, Antônio de Queiroz, cita outras características dessa mudança.

“Pelo menos 140 nunca exerceram nenhuma função pública na vida, nem no Executivo nem no Legislativo. Então, não se sabe exatamente o que pensam em relação a uma série de temas e vão ter que aprender a atuar no âmbito do poder Legislativo”.

O PSL foi o partido que ganhou mais deputados novatos na legislatura 2019-2023. Já o PT foi o partido que mais reelegeu deputados.

Dos 27 partidos com composição partidária na Câmara, apenas o Novo e o PTC, que somam 10 deputados, ficaram de fora da formação de blocos parlamentares. No total, serão três blocos. O maior deles, com 301 deputados, traz onze partidos, entre os quais o PSL, segundo maior partido da Câmara. Além do PSL, fazem parte do bloco o PP, PSD, MDB, PR, PRB, DEM, PSDB, PTB, PSC e PMN.

Um outro bloco reúne 105 deputados e 10 partidos: PDT, PODEMOS, SD, PCdoB, Patriotas, PPS, Pros, Avante, PV e DC.

O PT, maior partido da Câmara, formou um bloco com outros três partidos, PSB, Psol e Rede. O bloco reúne 97 deputados.

Já o índice de renovação no Senado é de 87%, afinal, 46 dos 54 eleitos são novatos. Lembrando que somente 8 dos 32 que tentavam a reeleição tiveram êxito nas urnas.

A partir desta segunda-feira (4), com os senadores novatos, chegam também 5 novos partidos – PSL, PHS, PSC, PRP e Solidariedade –, que até então não tinham representantes no Senado e que, agora, passarão a contar com, pelo menos, um senador cada. Já o PCdoB, ao contrário, vai deixar de ter representantes na Casa.

Reportagem, Cintia Moreira

Foto: Agência Brasil