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Santa Etelvina é campeão estadual de handebol

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Era para ser apenas um título, mas não foi. A história foi escrita de uma forma diferente, sem torcida nas arquibancadas como medida de prevenção ao contágio do novo coronavírus. Neste sábado, 3 de outubro, no ginásio do Rio Negro, em Manaus, o Santa Etelvina/Ceti João Braga venceu o Isaías Vasconcelos/Iranduba por 22 a 20 e conquistou o título do Campeonato Amazonense de Handebol da categoria Júnior Feminino.

A pandemia da Covid-19 botou o mundo de cabeça para baixo, afetando a vida em sociedade, a economia e o esporte. Os campeonatos foram paralisados desde março e no Amazonas não foi diferente, deixando os professores sem quadras para treinar e os estudantes atletas sem ritmo de competição. A retomada do handebol brasileiro aconteceu no dia 31 de agosto, com o Amazonas sendo o pioneiro entre as federações.

“Quero parabenizar todas as atletas, professores e equipes que participaram dessa edição do Amazonense, uma competição diferente devido aos cuidados que tomamos por causa da Covid-19. Não houve perdedores, pois considero que todos foram vencedores ao disputarem o campeonato”, disse o presidente da Liga de Handebol do Amazonas (Liham), Auricélio Andrade.

Superação – Após o término da decisão, o professor Rosinaldo Santos relatou a dificuldades enfrentadas em razão da pandemia. Ele disse que o time campeão fez apenas três treinamentos antes do campeonato. O entrosamento foi herança do ano passado.

“Devido à pandemia, ficamos muito tempo parados. Fizemos apenas três treinos para jogar a competição. Mesmo não conseguindo treinar, se valendo apenas do que tinha feito no ano passado, conseguimos duas vitórias e uma derrota na primeira fase. Depois vencemos a semifinal e a final. Conseguimos superar as dificuldades se valendo do entrosamento que a equipe tem porque já treina junto há bastante tempo”, analisou Rosinaldo.

Time de futuro – O elenco campeão pelo time do Santa Etelvina é formado apenas por atletas juvenis, ou seja, uma categoria abaixo. Segundo o treinador, a atleta mais experiente é do ano de 2002, portanto, ainda fará 18 anos este ano. Isso significa que o grupo vencedor terá pelo menos mais dois anos pela frente.

“Eu faço uma avaliação é positiva, essa equipe é toda juvenil. A atleta mais velha é de 2002, vai fazer 18 este ano. Isso dá uma motivação para a gente continuar trabalhando, passando esse momento de pandemia, conseguindo voltar a treinar para buscar resultados tão bons quanto esse ou melhores”, concluiu o técnico campeão amazonense da categoria Júnior Feminino.

Elenco campeão: Elieny Vitória, Ana Gabriele, Emily Khetlen, Deborah Jemima, Ana Júlia, Juliana Teixeira, Ana Caroline, Camila Lima, Nadiny Beatriz, Ketlen Kerolayne, Elissandra Lira, Adriely Souza, Bianca Guimarães, Luana Cristina, Nicoly Gonzaga e Vitória Leal. Técnico: Rosinaldo Santos.

Texto e foto:

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