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Saúde estadual – Ricardo Nicolau pede permanência definitiva de leitos abertos em áreas reocupadas

Deputado aponta soluções para o déficit de leitos de maternidade no Amazonas e quer combater ocupação inadequada de espaços hospitalares.

O deputado estadual Ricardo Nicolau (PSD) solicitou à Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM) que todos os leitos de internação abertos para casos de Covid-19 sejam mantidos em definitivo nos espaços até então em desuso ou ocupados por atividades adversas dentro das maternidades públicas e demais unidades. A proposta visa amenizar o déficit de leitos maternos existente no Amazonas e assegurar o atendimento a pacientes de outras doenças após a pandemia.

O pedido foi encaminhado durante a audiência pública virtual desta sexta-feira, 12, da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A reunião colocou em debate o relatório que detalhou a execução orçamentária da SES-AM entre os meses de setembro e dezembro de 2020 e traçou um panorama geral das atividades realizadas pelo órgão ao longo do ano passado.

De acordo com Ricardo Nicolau, na Maternidade Ana Braga, localizada na zona leste de Manaus, foram abertos novos leitos após a reocupação do primeiro andar da unidade em 2020, que antes estava fechado por alguns anos e chegou a funcionar como albergue. O parlamentar apontou que o governo estadual não pode permitir a ocupação inadequada ou a inutilização dos espaços hospitalares originalmente destinados a internações, independentemente da pandemia.

“Eu venho falando na abertura desses leitos há pelo menos cinco anos. Esse primeiro andar da Ana Braga foi projetado, inclusive com rede de gases, para a internação de pacientes. Agora, com a queda de casos de Covid, esses leitos precisam ser mantidos porque isso representa um ganho muito importante diante do grande déficit de leitos de maternidade. Os leitos de Covid como um todo, logicamente, deverão servir para outras doenças no futuro”, cobrou o deputado.

Em resposta ao questionamento, o titular da SES-AM, Marcellus Campêlo, admitiu que as chamadas ‘áreas nobres’ das unidades de saúde estavam sendo ocupadas por setores diversos, mas que o problema será sanado. Segundo o secretário, já foram abertos 166 leitos em três maternidades do Estado desde o início da pandemia, sendo 45 UTIs Neonatais, 23 UTIs maternas e 98 leitos clínicos.

Nova maternidade

Além da preservação dos leitos criados para o atendimento de Covid-19 nas maternidades, o deputado Ricardo Nicolau afirmou que o governo do Amazonas precisa construir uma nova maternidade de grande porte destinada a partos de alto risco. A medida pode solucionar o déficit de leitos nesse setor e derrubar as taxas de mortalidade materna e neonatal registradas em todo o Estado.

“Com uma maternidade de grande porte operando no Amazonas somada à ampliação de leitos maternos e à permanência dos já existentes no sistema público, tudo isso com uma melhor gestão de leitos, será possível resolver essa demanda histórica. O Amazonas detém uma rede de saúde pública grande e que tem condições, sim, de prestar um serviço de qualidade à população”, analisou.

Foto: Marcelo Cadilhe

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