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Seas e Consea discutem avanços para Segurança Alimentar e Nutricional no Amazonas

Seas e Consea discutem avanços para Segurança Alimentar e Nutricional no Amazonas

O retorno do Brasil ao Mapa da Fome foi um dos assuntos debatidos, nesta semana, durante reunião entre a Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas) e o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Amazonas (Consea-AM). O cenário de pandemia da covid-19 e de enchentes nos rios da região é determinante para que o governador Wilson Lima e a secretária Alessandra Campêlo trabalhem juntamente com a sociedade civil organizada, para discutir o fortalecimento do debate em torno da Segurança Alimentar e Nutricional no Amazonas.

Presente no encontro da última quinta-feira (08/04), Arlete Anchieta, que é representante do Fórum Permanente de Afrodescendentes do Amazonas (FOPAAM) e conselheira do Consea-AM, disse que a temática da Segurança Alimentar e Nutricional é muito necessária e importante, em tempos de crise social causada pela pandemia do novo coronavírus, e de um período histórico no qual o Brasil volta a aparecer no Mapa da Fome.

“Segurança Alimentar é o aspecto mais importante, e não só por causa da pandemia, mas para o momento que o Brasil vive hoje. Nós tínhamos saído do Mapa da Fome e hoje nós voltamos”, enfatizou a conselheira.

Arlete Anchieta destacou que a Seas chamou a reunião institucional para que se pudesse discutir, rearticular e reforçar o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional. “Na medida em que nós tivermos o Consea reativado, nós teremos a discussão e a ação frente à fome, então eu acredito que essa reunião foi muito importante”.

A reunião contou com a participação das secretárias Cadige Jamel (executiva) e Laudenise Oliveira (adjunta). A titular da Seas, Alessandra Campêlo, se encontrava na ocasião na missão governamental da Operação na Calha do Rio Purus.

Ações do Governo – Segundo a secretária Alessandra, o Governo do Estado tem trabalhado para minimizar o impacto social da pandemia e combater a fome, garantindo a segurança alimentar e nutricional dos grupos mais vulneráveis. Auxílio Estadual, restaurantes e cozinhas populares e distribuição de cestas básicas são algumas das principais ações do governo nesse aspecto.

“No total, o Auxílio Estadual criado pelo governador Wilson Lima teve investimento de R$ 90 milhões, nas duas etapas (2020 e 2021), e beneficiou 150 mil famílias em situação de extrema pobreza. Também ampliamos o atendimento nos restaurantes populares e nas cozinhas populares, e distribuímos ainda cestas básicas para grupos vulneráveis, como indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhos”, explicou a gestora da Seas.

Estatísticas – Conforme reportagem da Revista Exame desta semana, pela primeira vez em 17 anos, mais da metade da população não teve certeza se haveria comida suficiente em casa no dia seguinte, teve que diminuir a qualidade e a quantidade do consumo de alimentos e até passou fome.

São 116,8 milhões de pessoas nessa situação de insegurança alimentar no Brasil, de acordo com pesquisa divulgada na segunda-feira (05/04), pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), que reúne pesquisadores e professores ligados à segurança alimentar.

A pandemia deixou 19 milhões com fome em 2020, atingindo 9% da população brasileira, a maior taxa desde 2004, há 17 anos, quando essa parcela tinha alcançado 9,5%. E quase o dobro do que havia em 2018, quando o IBGE identificou 10,3 milhões de brasileiros nessa situação.

“A pesquisa revela um processo de intensa aceleração da fome, com um crescimento que passa a ser de 27,6% ao ano entre 2018 e 2020. Entre 2013 e 2018, o aumento era de 8% ao ano. Chegamos ao final de 2020 com 19 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar grave, mas podemos supor que agora no primeiro trimestre deste ano a situação já piorou ainda mais. É urgente conter essa escalada. Não se pode naturalizar essa questão como uma fatalidade sobre a qual não se pode intervir”, destaca Francisco Menezes, analista de Políticas e Programas da ActionAid.

FOTO: Miguel Almeida/Seas

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