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Secretaria de Educação oferta cursos de pós-graduação para professores da rede estadual

Pasta incentiva pelo menos 4,2 mil docentes a participarem dos cursos em parceria com Instituições de Ensino Superior (IES)

Não há como falar de ensino de qualidade sem citar a política de formação continuada aos educadores da Secretaria de Estado de Educação e Desporto, responsável por aprimorar o desenvolvimento da pesquisa e produção científica na rede estadual de ensino. A política não somente causa um grande impacto na qualidade de ensino e aprendizagem nas escolas, como também proporciona a estes professores o aumento de salário e a promoção de cargo.

Em 2019, pelo menos 4.200 docentes participam dos cursos de pós-graduação ofertados pela secretaria, por meio do Centro de Formação Profissional Padre José Anchieta (Cepan) – em parceria com Instituições de Ensino Superior (IES).

A formação continuada de professores, vista como processo permanente de aperfeiçoamento dos saberes necessários da atividade docente, é, hoje, um dos pilares da Base Nacional Curricular Comum (BNCC), que, além de definir os conhecimentos essenciais que todos os alunos da Educação Básica têm o direito de aprender, prioriza a formação inicial e continuada de professores.

Com isto, dentre os anos de 2018 e 2019, foram ofertadas vagas no Curso de Pós-Graduação Lato Sensu, sendo 2.100 na especialização em Letramento Digital e 2.100 na especialização em Metodologia da Matemática em Educação Básica. Quanto aos cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu, foram ofertadas 90 vagas: sendo 30 no mestrado em Educação, 30 em mestrado em Geografia e 30 em mestrado em Letras.

As vagas influenciam diretamente a qualidade de ensino nas salas de aula, transformando o professor em um dos principais atores de intervenção social, por meio da sua profissão. A mestranda em Educação Lena Rose Lago Cecílio Farias, que ingressou no curso em 2018, conta o quanto as expectativas refletem em novas metodologias que podem ser levadas aos alunos.

“Acredito que investir na atualização de conhecimento dos educadores é de fundamental importância para a melhoria da educação, pois influencia diretamente em novas metodologias e em materiais que irão enriquecer as aulas. Isso tudo transforma o dia a dia em sala de aula”, disse.

A docente explica que, após finalizar o curso, deve voltar seu trabalho para a Educação Especial. “Devo finalizar meu curso em 2020 e, a partir daí, pretendo desenvolver minhas atividades para a Educação Especial, de forma a contribuir para o desenvolvimento inclusivo voltado à valorização das diferenças e da diversidade”, conta Lena Rose.

Ensino aprendizagem – Nilton Munhoz, que cursa mestrado em Geografia, aponta que a participação do professor dentro de cursos de pós-graduação e mestrado influencia diretamente no processo de ensino aprendizagem do aluno. “O conhecimento é uma arma muito poderosa, e somente ela pode mudar realidades. Logo, ao proporcionar novas formas de desenvolver as disciplinas com um conteúdo mais rico e significativo, isso se reflete nos resultados obtidos pelos estudantes”, enfatizou.

A gerente de Parcerias para a Formação Profissional (GPFP), Adriana Boh, afirma que, ao término dos cursos, os professores podem solicitar um aumento de salário. “Além de contribuir para o desenvolvimento da qualidade dos processos educacionais, cabe aos servidores, ainda, a promoção dos cargos em consonância com o Plano de Cargos e Salários de 2013 (Projeto de Lei 349/201)”, disse.

2020 – Conforme a gerente, em 2020, a perspectiva do Cepan é ofertar cerca de 7 mil vagas em Pós-Graduação Lato Sensu nos cursos de especialização em Educação Especial, Alfabetização e Letramento, Línguas Estrangeira: Inglesa e Espanhola, Educação Física, e Gestão de Currículo e Práticas Educacionais.

“Pretendemos ofertar ainda cerca de 200 vagas em Pós-Graduação Stricto Sensu nos cursos de mestrado em História, Filosofia, Matemática, Ciências e Matemática, Interdisciplinar em Ciências Humanas, Educação e Ciências na Amazônia, e Regulação de Recursos Hídricos. Todos estes cursos causarão um impacto na qualidade do processo de ensino e aprendizagem nas escolas”, destaca.

Como formação inicial, a expectativa de oferta será para o Curso de Licenciatura Intercultural Indígena, com 30 vagas.

FOTO: Cleudilon Passarinho e Eduardo Cavalcante