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Secretaria de Saúde exige que presidente do Simeam prove denúncia de eutanásia no Amazonas

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Mario Vianna deverá responder criminalmente caso não comprove acusação de prática ilegal, feita contra médicos da rede estadual

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) abriu processo administrativo sobre a acusação de prática de eutanásia, feita contra médicos da rede estadual de saúde pelo presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mario Vianna. O médico está sendo intimado a comprovar suas acusações, e a Procuradoria Geral do Estado (PGE) a processá-lo caso não apresente provas do que declarou publicamente.

A SES-AM rechaça com veemência as acusações do presidente do Simeam. O secretário estadual de Saúde, Marcellus Campêlo, determinou, por meio de ofício, que a Secretaria Executiva de Controle Interno do órgão acione os diretores de unidades de saúde, o Conselho Regional de Medicina (CRM-AM), o presidente do Simeam e a PGE para que se manifestem formalmente.

Os diretores das unidades da rede estadual devem ser oficializados quanto à necessidade de se manifestarem formalmente sobre o conhecimento de “tais condutas, vedadas em lei”.

O CRM-AM deverá ser oficializado também, considerando que constitui entidade de classe de natureza pública, destinada a regulamentar e fiscalizar a prática da atividade médica, segundo as leis, inclusive no que diz respeito à conduta ética dos profissionais filiados ao Conselho.

Ao presidente do Simeam, médico Mario Vianna, é solicitado que apresente formalmente as provas das acusações para que a administração possa adotar as providências administrativas, em regular processo administrativo disciplinar, em desfavor do profissional que, uma vez comprovado, tenha agido conforme a acusação.

Caso não apresente as provas do que noticiou, a Secretaria de Controle Interno encaminhe os autos à PGE para que o presidente do Simeam seja responsabilizado na forma da lei, inclusive criminalmente, se couber, a fim de que tenha mais responsabilidade naquilo que afirma existir.

Nota dos médicos repudiando acusações contra eles de prática de eutanásia, feitas pelo presidente do Simeam

Os médicos do Amazonas vem a público novamente manter o diálogo com a população. Na cidade de Manaus, seguimos atravessando período de muita tristeza, o qual certamente nenhum de nós imaginava viver. Neste cenário cabe a nós jogar a LUZ onde ela é necessária e jogar para as sombras comentários duvidosos, despreparados e perigosos.

Profissionais de Saúde em diversas partes da cidade, e quiçá de todo o Estado do Amazonas, mesmo diante da angústia de não dispor dos meios e recursos necessários para tratar seus pacientes, entregaram o que podiam oferecer: Dignidade.

A frase atribuída a Hipócrates, “CURAR QUANDO POSSÍVEL, ALIVIAR QUANDO NECESSÁRIO, CONSOLAR SEMPRE“, se apresenta mais atual do que nunca diante do cenário devastador em que nos encontramos.

Nesta semana acompanhamos serem veiculados na mídia e compartilhados inúmeras vezes postagens e texto e vídeo sugerindo que nesta cidade se deram casos de eutanásia. Tal iniciativa temerária e leviana traz ainda mais perturbações às famílias aflitas com seus entes queridos internados, além de mostrar absoluto despreparo e desconhecimento. Tais interlocutores não representam a opinião da classe médica e deveriam se retratar.

Nenhuma vida foi abreviada intencionalmente pelas equipes de saúde, e sim pela ausência de insumos e condições de um sistema de saúde que não estava preparado para o enfrentamento de uma pandemia dessa proporção.

A ação dos médicos no trato com os pacientes e seus familiares nunca foi conduzida nesta linha que todos sabemos é proibida por lei. O que houve foram médicos e profissionais de saúde consternados, que rasgando sua própria carne quando tudo que desejavam era tratar e CURAR, puderam apenas ALIVIAR, e diante do inevitável lhes restou CONSOLAR aos que ficaram, quando na realidade eles mesmos é que necessitavam de consolo.

Lamentamos profundamente e repudiamos qualquer manifestação que impute tais atos a uma classe que trata seus pacientes enquanto também sangra ao seu lado, adoecendo, perdendo amigos e familiares. E assim continuará. Até que se vença esta crise.

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