Em 12 meses, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) realizou mais de 440 operações por meio das Secretarias Executivas Adjuntas de Inteligência (Seai) e de Operações (Seaop).

No âmbito da Inteligência, o secretário da Seai, delegado da Polícia Civil Herbert Lopes apontou como destaque a Operação Banzeiro, deflagrada em conjunto com o Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). Na avaliação dele, esta tem sido marco no combate ao tráfico de entorpecentes no Amazonas.

Conforme explica Herbert Lopes, enquanto outras operações tinham o caráter iminentemente de apreensão de drogas e armas, além de prisões de traficantes, a Banzeiro surgiu com a proposta de atacar o lado financeiro das organizações criminosas, “desestabilizando os infratores”, nas palavras do delegado. “Antes a gente trabalhava para apreender a droga e, na prática, isso tem pouco resultado. Quando se apreende uma tonelada, eles produzem duas no mesmo dia”, disse o delegado. “Quando o foco se torna a movimentação financeira e se consegue estancar essa movimentação, o combate se torna efetivo”, completou.

O secretário de Inteligência afirma que “um material apreendido se comunica com outros e isso dá início a novas operações, uma vez que a ação não termina com a prisão dos envolvidos”.

No último dia 09/11, a polícia apreendeu 500 quilos de maconha nas proximidades do município de Iranduba no âmbito da Operação Banzeiro. Essa apreensão foi resultado de uma investigação sobre a organização criminosa responsável por transportar entorpecentes do município de Tabatinga para o Estado do Pará. A ação ainda teve como saldo a prisão de dois homens envolvidos com o tráfico de droga e a apreensão de três armas de grosso calibre, 151 munições, duas lanchas e um veículo.

Já no último dia 16, outros 300 kg de drogas foram apreendidos nesta operação, reforçando a importância dela no combate às organizações criminosas. A apreensão ocorreu em Manacapuru, resultando na prisão de seis pessoas.

Outra ação de destaque na área de Inteligência foi a Operação Tarrafa, que visava abordagens pontuais de embarcações por orientação da SSP-AM com o objetivo de inibir o tráfico de drogas por meio dos rios. No ano passado, em uma semana, foram feitas duas grandes apreensões.

Em outubro de 2017, cerca de 400 quilos de entorpecentes entre pasta base de cocaína e maconha do tipo skunk, foram apreendidos no Igarapé do Calado, na zona rural de Manacapuru, distante 67 quilômetros da capital amazonense. Também em outubro do ano passado, 900 quilos de cocaína foram aprendidos na Ilha de Marchantaria, em Iranduba.

O secretário executivo adjunto de Operações, delegado da Polícia Civil Guilherme Torres, aponta como uma das ações mais relevantes a Operação Rastreamento, feita em parceria com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) com o objetivo de prender pessoas que violaram a tornozeleira eletrônica. Foram cumpridos 39 mandados de prisão.

No mês passado, Torres afirmou que houve um crescimento expressivo no número de prisões realizadas e no número de foragidos recapturados em comparação com setembro. “Há um equilíbrio nas equipes, sendo metade Polícia Civil e metade Polícia Militar, em que cada um exerce sua função constitucional, de maneira efetivamente integrada, ou seja, com investigação e operações em campo”, afirma Guilherme Torres sobre o funcionamento da Seaop. Segundo o delegado, as equipes estão passando por reciclagem de vários cursos de investigação e também operacionais, o que proporcionará mais efetividade e resultados ao trabalho.

Outras operações de destaque são a Saturação e a Ocupação, além da Cavalo de Aço, que buscam aproximar o Sistema de Segurança da comunidade com policiamento ostensivo em todas as zonas da capital amazonense. Ao longo deste feriado prolongado, a Operação Saturação tem ocorrido em diferentes bairros da capital amazonense, em áreas com maior denúncia de tráfico de entorpecentes e de outros crimes.

FOTO: DIVULGAÇÃO/SSP-AM

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