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Semana de estreias no Cine Casarão em Manaus

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“António Um Dois Três”, de Leonardo Mouramateus, “Uma Viagem Inesperada”, estrelado por Pablo Rago e Deborá Nascimento, e “Elegia de Um Crime”, de Cristiano Burlan são as três estreia desta semana que o Cine Casarão (rua Barroso, 279, Centro) preparou para seus clientes de amanhã até domingo.

As sessões acontecem se quinta a domingo em horários variados, os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), que já podem ser adquiridos antecipadamente no Casarão de Ideias.

O longa genuinamente brasileiro, ou melhor cearense “António Um Dois Três” estreou no Festival de Rotterdam, e será exibido em primeira mão nesta quinta-feira, 28, na sessão das 16h30 e reexibido na sexta-feira às 20h.

Esse foi o primeiro longa-metragem dirigido pelo cearense Leonardo Mouramateus, o filme promete abordar em três tempos a vida do jovem lisboeta António (Mauro Soares), que foge de casa, passa a morar com a ex-namorada e conhece uma turista brasileira com quem vive um romance.

Outra grande estreia será “Uma Viagem Inesperada”, o longa é uma coprodução entre Brasil e Argentina, estrelado por Pablo Rago e Débora Nascimento. Ele será exibido na quinta-feira às 18h30, na sexta-feira às 16h30, no sábado às 20h30 e no domingo às 17h.

Com direção de Juan José Jusid, a trama conta que Pablo (Rago) é um engenheiro argentino que mora no Brasil. Ele trabalha como responsável pela criação de uma nova plataforma de petróleo numa empresa localizada no Rio de Janeiro. Porém, quando seu filho desaparece, Pablo deixa a namorada, Lucy (Débora), para trás e viaja para seu país natal em busca de soluções.

A terceira estreia da semana, será “Elegia de Um Crime”, de Cristiano Burlan, o longa é distribuído pela Vitrine Filmes e foi vencedor dos prêmios Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas e Associação dos Profissionais de Edição Audiovisual, do 23º Festival É Tudo Verdade, no ano passado.

“Elegia de Um crime” é um documentário onde Burlan investiga o trágico assassinato de sua mãe neste documentário. O último filme da “trilogia do luto” procura reconstruir a imagem de Isabel Burlan da Silva mostrando o retrato de um crime cometido pelo próprio namorado, Jurandir Muniz de Alcântara. Impune, o responsável está solto, e a busca pela justiça é o que move a família Burlan.

Em cartaz

Nesta semana, ainda continuam em cartaz o filme “Diário de Classe” e “Raiva”

Em “Diário de Classe”, é retratada a invisibilização de mulheres negras na educação e mostra como machismo, racismo e transfobia contribuem para a perpetuação desse cenário.

Em três salas de aula para adultos se destacam três mulheres que têm em comum o desejo de melhorar de vida por meio do estudo. Vânia frequenta as aulas no presídio feminino enquanto acompanha o lento desenrolar de seu confuso processo criminal, a empregada doméstica Maria José todas as noites vai às aulas da Educação de Jovens e Adultos levando junto a filha pequena, e a adolescente transsexual Tifany busca se adaptar à vida em abrigo e ser tratada pelo nome que escolheu, não mais pelo que consta em seus documentos.

Já em “Raiva”, de Sergio Trefaut, se enquadra-se na realidade do país, que “caminha para a catástrofe absoluta com o Governo Bolsonaro”, afirma a produtora Carolina Dias, da Refinaria Filmes.

“Raiva”, uma coprodução entre Portugal, Brasil e França, dirigida por Sérgio Tréfaut, passa-se nos anos de 1950, nos campos do Baixo Alentejo, em plena ditadura de Oliveira Salazar, e mostra um interior assolado pela pobreza extrema, que, na visão da produtora brasileira, poderá ajudar o Brasil a refletir sobre os tempos que o país sul-americano atravessa agora.

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