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Semana Nacional de C&T do Inpa lança o livro “Diálogos com historiadores da Amazônia”

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Entre os autores está a analista em Ciência e Tecnologia do Inpa, Angela Panzu, que escreveu o capítulo “Análise de circulação do conhecimento científico produzido no Inpa, por meio das revistas Amazoniana e Acta Amazonica (1965-1975)”
“Diálogos com historiadores da Amazônia”. Este é o título de uma coletânea de artigos que se propõe a discutir problemas amazônicos e que será lançada em Manaus (AM), na próxima terça-feira (11), às 9h, no Auditório da Ciência, situado no Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). O lançamento integra a programação da 13ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do Instituto.

O livro, que foi editado pela Editora Pachamama (RJ), é resultado de uma compilação de textos escritos em sua maioria por historiadores ligados à temática amazônica e congrega diferentes olhares sobre a região. A obra também já faz parte do acervo da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

Entre os 14 capítulos estão “Análise de circulação do conhecimento científico produzido no Inpa, por meio das revistas Amazoniana e Acta Amazonica (1965-1975)”, da analista em Ciência e Tecnologia do Inpa Angela Panzu, “A política de Álvaro Maia no Amazonas e a Revista Sintonia durante o Estado Novo”, de Reginaldo Simões Mendonça, e “Entre narrativas, diálogos e oralidade com a história da cultura escrita”, de Eduardo Gomes da Silva Filho. Os dois últimos são os organizadores da obra.

O capítulo de Panzu, que é bibliotecária, é resultado de uma pesquisa que está desenvolvendo a partir da dissertação de mestrado em História, concluída em 2015 na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e que teve como tema “Inpa: trajetória institucional por meio de suas práticas científicas, 1954-1975”.

A análise mostra a circulação do conhecimento científico produzido no Instituto, no período de 1965 a 1975, por meio das revistas Amazoniana e Acta Amazonica, dois periódicos científicos criados pelos Inpa. A Revista Amazoniana foi criada em 1965 numa parceria entre o Inpa e o Instituto alemão Max Planck, enquanto a revista Acta Amazonica foi criada em 1971 com verba nacional.

No trabalho, foi percebido que a revista Amazoniana trazia um número reduzido de artigos escritos por pesquisadores brasileiros. Foi feita uma análise de 74 artigos publicados na revista, no período de 1965 a 1975. “A revista foi criada com uma plataforma de divulgação de resultados do Inpa, entretanto, havia poucos artigos escritos por pesquisadores brasileiros”, explica Panzu.

Já na revista Acta Amazonica, foram analisados 150 artigos, publicados entre 1971 a 1975. Na análise comparativa de dados, segundo Panzu, tanto a revista Amazoniana privilegiava seus autores alemães, como a Acta dava espaço para autores brasileiros.

“Foi possível inferir que os meios de circulação do conhecimento científico parecem estar atrelados ou subordinados àqueles que financiam as pesquisas e têm o poder de divulgar os resultados destes trabalhos”, destaca a bibliotecária.

Na opinião de Panzu, é um privilégio fazer parte desse grupo e ter sido convidada para divulgar este trabalho. “Os pesquisadores que não divulgam e não fazem circular seus resultados de trabalho é como se não tivessem feito nada”, ressalta a bibliotecária. “Todo resultado de pesquisa deve ser compartilhado e se não for divulgado é como se não existisse”, acrescenta.

Sobre o livro

A ideia de produzir o livro surgiu a partir de um diálogo entre os organizadores da obra, os professores Eduardo Gomes da Silva Filho e Reginaldo Simões Mendonça, que estenderam o convite para os demais autores, vinculados à época (2013-2015) aos Programas de Pós-Graduações em História da Ufam, da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

“Quando pensamos na ideia de produzir um livro com diálogos entre historiadores, também nos preocupamos com a importância de fomentar o pensamento social na Amazônia e também na importância da própria historiografia regional”, conta Silva Filho.

Os outros autores, em sua maioria, fazem parte do corpo docente da Secretaria de Educação do Estado do Amazonas (Seduc), entre eles, os próprios organizadores, além de Isabel Saraiva Silva, Cláudio Marins de Melo, Artêmison Montanho da Silva e Amaury Oliveira Pio Júnior.

Também são autores os professores da Seduc Marcos Paulo Mendes Araújo, Lucas Montalvão Rabelo (São Paulo-USP), André Luiz Passos Araújo, Daniel Barros de Lima (FBN), Sandro Amorim de Carvalho, Dayse Sicsú Teixeira (PPGH-UFAM) e José Elierson de Souza Moura (Piauí- PPGHB- UFPI).

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