Com o aumento do uso da internet por adolescentes o compartilhamento de fotos íntimas se tornou um perigo para muitos jovens que não medem os riscos dessa exposiçãoValter Campanato/Agência Brasil
Com o aumento do uso da internet por adolescentes o compartilhamento de fotos íntimas se tornou um perigo para muitos jovens que não medem os riscos dessa exposiçãoValter Campanato/Agência Brasil

Enfrentar desafios e encontrar soluções que melhorem a conectividade a populações ribeirinhas distantes é o objetivo do evento, que acontece na sede da FAS, em Manaus

Que o acesso à internet e à conexão digital em regiões isoladas ou remotas da Amazônia é deficitária, isso não é novidade. Enfrentar tais desafios, discutir e compartilhar iniciativas que deram certo na região e encontrar e recomendar soluções que melhorem a conectividade digital às populações ribeirinhas distantes é o objetivo de um seminário que acontece na próxima quarta-feira (12), em Manaus, a partir das 8h30, na sede da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), na rua Álvaro Braga, 351, Parque Dez.

É o “I Seminário sobre conectividade digital em áreas remotas da Amazônia”, realizado pela FAS e pelo Banco Mundial, em parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti) e a empresa de Processamento de Dados Amazonas S.A (Prodam) e faz parte de um projeto maior de avaliação de soluções para conectividade digital no Estado.

“O objetivo é discutir e apresentar soluções de conectividade digital na Amazônia, principalmente no Amazonas, a partir das experiências vividas nas Unidades de Conservação onde a FAS atua. O diferencial vão ser os diferentes olhares que vamos propor sobre conectividade. Haverá um momento para tratar de políticas públicas, dos contextos atuais em que vivemos e do impacto da internet sobre a educação, a saúde, empreendedorismo”, explicou a coordenadora do evento e supervisora técnica do Programa de Soluções Inovadoras da FAS, Gabriela Sampaio.

Dentro da programação serão apresentados resultados preliminares de um estudo de viabilidade técnica, institucional, financeira, social e cultural de soluções de conectividade digital para comunidades ribeirinhas em Unidades de Conservação (UC) do Amazonas, além de haver debates sobre as oportunidades que são geradas a partir da universalização do acesso à conectividade digital. O evento é gratuito e tem certificado de participação, mas as vagas já estão esgotadas.

Entre os participantes do seminário estão especialistas em áreas relacionadas a conectividade digital e territórios amazônicos, setor público e privado, sociedade civil e a universidade. São eles o Banco Mundial, o Exército Brasileiro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a WH Telecom, a Ozônio Telecom, Lojas Americanas, Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Seplancti, Prodam S.A, dentre outros.

“Vamos mostrar iniciativas práticas de quem está trabalhando com conectividade no interior do Estado, desde uma empresa pequena que faz geração de internet até uma empresa grande que promove a universalização do acesso em áreas remotas. Ao final faremos um relatório técnico para subsidiar políticas públicas e tomadas de decisão com as diferentes soluções de conectividade para cada região”, explicou Gabriela Sampaio. “Uma dessas soluções é a conexão com fonte híbrida, ou seja, onde a internet é oriunda não só de satélite, mas também via rádio”.