Micro e pequenas empresas do Amazonas deram o pontapé inicial na incorporação da Indústria 4.0. Por meio do programa SENAI 4.0, lançado no último dia 12, representantes de mais de 40 empresas puderam discutir o assunto, tirar dúvidas e começar trabalhos de consultoria para implementar novas tecnologias no processo fabril das empresas.

No Amazonas, a maioria das empresas ainda está com o desenvolvimento da Indústria 4.0 em fase inicial, em busca da adequação dos processos fabris a essa nova realidade, como explica o gerente da escola SENAI Antônio Simões, José Nabir de Oliveira Ribeiro.

“Aqui a gente enxerga que o processo está embrionário. As empresas têm procurado atores regionais para começar a discutir o que é isso, o que é manufatura avançada, o que é Indústria 4.0, e, dentro desse contexto, o SENAI é um ator importante nesse contexto. A gente percebe que as empresas não sabem muito bem o que é a Indústria 4.0.”

O empresário Pedro de Faria e Cunha Monteiro, de 32 anos, é sócio-diretor da Virrosas, empresa fabricante de vinagre há mais de 100 anos no Amazonas. Com a ajuda do SENAI, eles se preparam para a incorporação de sensores digitais nos processos de produção do vinagre.

“Estamos trabalhando para implantar a primeira etapa, a automação dos controles de produção. Esses sensores vão nos ajudar a identificar gargalos, identificar problemas que afetam a nossa produtividade. A partir dos dados gerados por esses sensores, a gente consegue melhorar a produtividade nessa primeira etapa.”

Outras quatro ou cinco etapas ainda serão desenvolvidas pela empresa. Pedro afirma que a adesão à Indústria 4.0 se tornou uma obrigação.

“O mercado, as tecnologias têm mudado muito e quem não entrar na Indústria 4.0 vai ficar para trás, obsoleto, e é questão de tempo para não existir mais no mercado, no caso de não estar inserido neste contexto.”

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil tem o desafio de implantar as tecnologias digitais com rapidez para ser mais competitivo. Uma das principais recomendações da Indústria é que o governo priorize políticas para difundir e incentivar a adoção dessas tecnologias. A orientação está no estudo intitulado “Indústria 4.0 e Digitalização da Economia”, que faz parte de uma série de propostas do setor encaminha aos presidenciáveis.

Reportagem, Camila Costa

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