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Servidores da UFAM aprovam paralisação e indicativo de greve

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Os técnico-administrativos em educação da UFAM (Universidade Federal do Amazonas) aprovaram a proposta (indicativo da Fasubra) de greve por tempo indeterminado, a partir do dia 25, até o desfecho da tramitação da PEC 241 no Congresso Nacional.

Os técnico-administrativos em educação da UFAM (Universidade Federal do Amazonas) aprovaram à proposta de paralisação das atividades no dia 25 de outubro (terça-feira), o indicativo de deflagração de greve por tempo indeterminado e a realização de uma assembleia geral da categoria, neste mesma data, no Bosque da Resistência (entrada do Campus Universitário), às 9h, para submeter a decisão a maior contingente de trabalhadores e deliberar as primeiras ações de greve.

A decisão foi tomada pela categoria em assembleia geral ordinária realizada pelo Sintesam (Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas), na manhã desta terça-feira (18), no auditório Jatapú, da Faced (Faculdade de Educação), no campus universitário da UFAM.

A proposta original, orientada pela Fasubra Sindical, era de paralisação das atividades no dia 24 de outubro e a deflagração de greve por tempo determinado até o desfecho de tramitação da PEC no Congresso. O Projeto de Emenda Constitucional faz parte do pacote de medidas do governo federal que estabelece cortes orçamentários, a reforma da previdência e a desregulamentação e precarização dos direitos trabalhistas.

A PEC 241 impõe o limite dos gastos públicos o que representa o congelamento dos gastos por 20 anos. Na avaliação trata-se do corte de investimentos públicos em áreas vitais como saúde, educação e segurança, que já apresentam graves deficiências de atendimento à sociedade. “Isso representa uma geração perdida”, afirmou o coordenador de Comunicação do Sintesam, Ronaldo Vitoriano, ao avaliar os impactos da PEC nos setores públicos.

Ronaldo destacou ainda a possibilidade do não cumprimento do acordo com MEC, na greve de 2015, que estabelece o reajuste de 5% ao salário da categoria em janeiro de 2017, caso a inflação ultrapasse a casa dos 5% em conformidade com as regras da PEC que permite apenas gastos dentro do orçamento mais inflação (desde que não ultrapassem os 5%). “A PEC vai desmantelar a Constituição do país tirando direitos assegurados aos cidadãos. Portanto vamos à luta. Ainda há tempo”, exortou.

A coordenadora Ana Grijó destacou que o governo utiliza o argumento de crise no país que, supostamente estaria quebrado, e precisa economizar para justificar os cortes em detrimento da sociedade, o que representa ausência de investimentos e a não realização de concursos públicos.

“Medidas que vão atingir todos os setores da sociedade e, sobretudo, programas sociais. Além de ser a desculpa para a terceirização no serviço público”.

Na avaliação da coordenadora geral do Sintesam, Crizolda Araújo, a própria Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) já manifestou posição contrária à aprovação da PEC, “portanto esse é o momento de intensificar a luta contra o pacote de medidas do governo com a deflagração da greve por tempo indeterminado enquanto não houver um desfecho sobre a tramitação da PEC”, fechou.

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