Servidores do Samu denunciam péssimas condições de trabalho

As dificuldades vivenciadas pelos profissionais socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) foram discutidas em Audiência Pública realizada no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Foram convidados representantes do poder público estadual e municipal para tratar do assunto.

Os servidores que trabalham nas bases do Samu denunciaram o descaso do poder público que resultou nas péssimas condições de trabalho, como insalubridade, má alimentação e falta de manutenção das ambulâncias.

O representante dos socorristas do Samu, Denison de Carvalho Vilar, que trabalha na base Cidade de Deus, afirmou que hoje o socorrista do Samu trabalha mais por amor à profissão do que pelas condições de trabalho oferecidas. Ele informou que são 160 condutores, quando o correto era ter 560, para atender as 40 ambulâncias, sendo que apenas 10 estão em funcionamento.

Segundo Denison Vilar, o Samu era para ser a melhor instituição de saúde do Estado, mantido pelas três esferas de governo: União com 50%, Estado 25% e o município com os 25% restantes, que tem a responsabilidade de gerenciar o serviço por meio da Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com ele, a intenção é buscar uma solução, porque a precariedade do serviço afeta tanto os servidores que trabalham nas ambulâncias como a população que fica sem o atendimento. As demandas discutidas na reunião irão ser encaminhadas aos órgãos competentes.