Volume representa alta de 23,3% na comparação com o mesmo mês de 2018 e de 28,2% em relação a março do presente ano

As fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus – PIM produziram em abril 75.680 unidades, o melhor resultado para este mês desde 2011 (53.250 unidades), quando este tipo de dado passou a se tornar disponível, de acordo com informações divulgadas pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo. Em abril de 2012, o volume produzido havia chegado a 68.451 unidades, ou seja, também menor que o registrado em igual mês de 2019. O volume atual representa aumento de 23,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado (61.370 bicicletas) e de 28,2% em relação a março (59.021 unidades).

Na análise de Cyro Gazola, vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, o crescimento do setor registrado nos últimos meses reflete a melhoria dos indicadores econômicos, com a estabilização da taxa de juros. “Atualmente os ciclistas buscam por produtos de maior valor agregado e as fabricantes do Polo de Manaus atendem essa demanda, oferecendo bicicletas mais modernas, equipadas com suspensões e freios hidráulicos, entre outros itens”, diz. “Além disso, com o aumento das redes de ciclovias, incentiva-se e facilita a mobilidade urbana. Hoje muitas pessoas já adotaram a bicicleta como uma importante alternativa de transporte”, completa o executivo.

Com isso, a Abraciclo mantém sua projeção do Segmento de Bicicletas de elevar em 10,8% a produção em 2019.

Os dados da Abraciclo mostram ainda que de janeiro a abril deste ano foram fabricadas 259.422 bicicletas, aumento de 17,9% ante as 220.069 produzidas no mesmo período de 2018.

RESULTADOS POR CATEGORIA

A categoria Mountain Bike foi a mais produzida no PIM, no primeiro quadrimestre deste ano, com 56,5% de participação (146.674 unidades). Em segundo lugar, ficou a Urbana com 32,9% de participação (85.229 unidades). Na sequência do ranking, a Infanto-Juvenil com 9,2% (23.952 unidades), a Estrada com 1% (2.562 unidades) e a Elétrica com 0,4% de participação (1.005 unidades).

No ranking isolado de abril, as posições foram mantidas. A Mountain Bike ficou em primeiro lugar com a produção de 42.344 unidades, alta de 66,3% ante as 25.466 bicicletas fabricadas em abril de 2018 e de 32,2% em relação a março (32.033 unidades). A Urbana somou 25.935 unidades, volume 5,5% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado (24.574 unidades) e 40,9% maior que as 18.411 bicicletas produzidas em março.

A Infanto-Juvenil totalizou 6.817 unidades, recuo de 35,8% ante as 10.625 bicicletas fabricadas em abril de 2018 e de 11,5% na comparação com março (7.707 unidades). Na sequência, veio a Estrada com 517 unidades, queda de 26,7% em relação ao mesmo mês do ano passado (705 bicicletas) e de 9,5% ante as 571 unidades fabricadas em março. A categoria Elétrica, que passou a ser incluída no ranking mensal da Abraciclo este ano, somou 67 unidades, volume 77,6% inferior ao registrado em março, que foi de 299 bicicletas.

Confira a seguir as características básicas das bicicletas de cada categoria:

Urbana/Recreacional – caracterizada pelas bicicletas projetadas para mobilidade urbana ou recreação fora da terra. Para isto, oferecem maior conforto, com posição de pedalar mais confortável, amortecimento frontal ou não, pneus slick (com banda lisa) e semi-slick (banda com cravos bem baixos ou desenhos), para-lamas ou não e luzes de segurança.

Mountain Bike (MTB) – bicicletas destinadas ao público adulto, geralmente com aros de 26 a 29 polegadas, quadros full-suspension e/ou amortecimento frontal. Ideais para o uso em trilhas e terrenos acidentados.

Estrada – bicicletas com aro de 700 milímetros, pneus estreitos slick e quadro e garfo sem amortecimento. Destinadas às modalidades de performance no asfalto.

Infanto-Juvenil – bicicletas destinadas ao público de oito a 15 anos, nas quais o tamanho do aro varia entre 20, 24 e 26 polegadas.

Elétrica – inclui bicicletas com aros de 20 até 29 polegadas, de uso urbano/recreacional e mountain bike (MTB), que atendem às determinações da Resolução nº 465/2013 do Conselho Nacional de Trânsito – Contran, a saber: potência máxima de 350 watts, funcionamento do motor somente quando o condutor pedala (tipo Pedelec), não dispõem de acelerador ou de qualquer outro dispositivo de variação manual de potência e têm velocidade máxima de 25 km/h, com corte do funcionamento do motor a partir desta aceleração.

Os volumes de bicicletas produzidos no PIM nos quatro primeiros meses deste ano foram distribuídos para comercialização nas seguintes regiões do País: Sudeste, com 55,1% das unidades; Sul, 15,9%; Norte, 11,9%; Nordeste, 11% e Centro-Oeste, 6,1%.

IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO

Segundo dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat analisados pela Abraciclo, em abril, a importação de bicicletas somou 3.892 unidades. As bicicletas chinesas representaram a maior parcela (73,6% e 2.865 unidades). Na sequência, vieram Taiwan (20,3% e 791 unidades) e Portugal (3,2% e 124 unidades).

Ainda de acordo com esses dados, nos quatro primeiros meses deste ano, a importação de bicicletas somou 18.040 unidades, queda de 51% ante as 36.827 unidades registradas no mesmo período de 2018. As bicicletas importadas no primeiro quadrimestre vieram principalmente da China (79,3%, com 14.314 unidades), seguida por Taiwan (11,3%, com 2.035 bicicletas) e Portugal (4,8%, com 857 bicicletas).

Em relação às exportações, em abril, foram embarcadas 3.854 bicicletas. O maior volume foi para a Argentina (1.408 unidades e 36,5% de participação). Na sequência, vieram o Chile (1.364 unidades e 35,4%) e a Bolívia (630 unidades e 16,3%).

Nos quatro primeiros meses deste ano, foram embarcadas no Brasil, com destino a outros países, 5.216 unidades, volume 122,1% superior ante as 2.348 bicicletas exportadas no mesmo período de 2018. O Chile representou o principal parceiro comercial (1.492 bicicletas e 28,6% do volume). Em segundo lugar, veio a Argentina (1.408 unidades e 27%) e em terceiro, o Paraguai (785 unidades e 15%).

Sobre a ABRACICLO e o Setor de Duas Rodas

Com 43 anos de história e contando com 14 associadas, a ABRACICLO – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – representa, no País, os interesses dos fabricantes de veículos de duas rodas, além de investir em ações visando a paz no trânsito e a prática da pilotagem segura. A fabricação nacional de motocicletas, quase totalmente concentrada no Polo Industrial de Manaus (PIM), está entre as oito maiores do mundo. No segmento de bicicletas, com as principais fábricas também instaladas no PIM, o Brasil se encontra na quarta posição entre os principais produtores mundiais. No total, as fabricantes do Setor de Duas Rodas geram mais de 12 mil empregos diretos no PIM.