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Simples hábito de lavar as mãos pode salvar vidas, destacam especialistas

Quando o assunto é prevenção e controle de doenças, lavar as mãos pode ser a diferença entre a vida e morte. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o simples ato reduz em até 40% o número de contaminações por vírus e bactérias. O dado é tão significativo que há até uma data especial para lembrar sua importância: o Dia Mundial de Lavar as Mãos, celebrado em 15 de outubro.

O infectologista e consultor médico do Sabin, Marcelo Cordeiro, afirma que o procedimento deve fazer parte do dia a dia de todos, sendo fundamental para combater a resistência das bactérias aos antibióticos. É que, conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cerca de 25% das infecções registradas são causadas por micro-organismos multirresistentes.

“A higienização das mãos elimina vírus e bactérias que possam estar na pele e causar infecções no organismo. É um procedimento barato e efetivo para evitar a transmissão de doenças, devendo ser realizado a cada atividade que exija o toque, como ir ao banheiro ou usar equipamentos e objetos públicos, além, claro, de ser indispensável antes da alimentação”, diz.

Marcelo Cordeiro informa ainda que boa parte dos atendimentos nos hospitais é oriunda de doenças infecciosas que poderiam ser evitadas com o simples ato de lavar as mãos. Segundo o especialista, “a prática promoveria a economia de milhões de reais para investimentos em outros campos da saúde pública”.

Infelizmente, porém, embora simples e sem custos, o ato não é muito habitual entre os brasileiros. Em 2015, uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Research (WIN), mostrou que 27% da população não lava as mãos com sabonete após ir ao banheiro, o que é um risco para todos que vão tocar nos mesmos objetos que essas pessoas.

A biomédica Mayara Alves, coordenadora técnica do Sabin, alerta que a falta de higienização das mãos é fator de risco para a contaminação por diversas doenças, como hepatite A, herpes, gastroenterites, rotavírus, bronquiolite, sarna, gripe, varicela, conjuntivite e diarreia, entre outras.

Um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostra que as crianças são as maiores vítimas desse mau hábito. Segundo a Unicef, 41% das mortes de recém-nascidos poderiam ser evitadas pelo simples ato de higienizar as mãos dos pequenos. É um alerta para os pais.

Forma correta de lavar as mãos

A biomédica Mayara Alves orienta que as mãos devem ser lavadas seguindo-se alguns critérios, e também com produtos apropriados, dependendo do local e da situação.

“A higienização pode ser feita de forma simples, porém correta. As pessoas precisam molhar as mãos e em seguida acrescentar o sabão, esfregando a palma de cada mão, os dedos, o polegar, o dorso e os punhos”.

Se estiverem no banheiro público, Mayara alerta para o cuidado de não tocar novamente em objetos contaminados após a limpeza das mãos. “É importante fechar a torneira com papel toalha e usar os cotovelos para abrir e fechar a maçaneta das portas”.

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