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Sindicatos discutem gestão em mesa-redonda na FIEAM

Representantes sindicais da indústria reuniram-se, ontem (3), na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) para trocar experiências sobre gestão, atração e manutenção de seus associados, em mesa-redonda, com a mediação do Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem em Geral no Estado do Ceará (Sindtêxtil/PE) e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), Oscar Augusto Ferreira.

Participaram ainda o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico no Estado do Ceará (Simec/CE), José Sampaio Filho, e o presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Mobiliário de Ubá (Intersind/MG), Michel Henrique Pires.

“Esta mesa-redonda é uma boa oportunidade para que líderes sindicais possam aprimorar a gestão quanto à atração e manutenção de seus associados. Encontros como esses visam à troca de experiências entre lideranças sindicais de diferentes regiões do nosso país, por meio do relato de empresários convidados sob suas boas práticas em mobilização associativa”, disse em abertura oficial o 2º vice-presidente da FIEAM, Nelson Azevedo.

Cerca de 30% dos sindicatos filiados a FIEAM compareceram à mesa-redonda, como foi o caso dos setores de alimentação, serralheria, olaria, confecção, naval, material plástico, panificação e bebidas. A busca por mais associados foi a questão que mais mobilizou os representantes.

Para Oscar Augusto, de todos os setores da economia, a indústria é a que mais agrega valor e que mais cria riqueza. Segundo, o representante da indústria têxtil de Pernambuco, o setor obtém lucro de aproximadamente 300% com a central de compras, já que adquire a matéria-prima pelo valor de R$ 4 e vende seu produto final a R$ 12 reais.

“Cada etapa da cadeia industrial, sobretudo a cadeia de transformação, possui agregação de valor enorme. Os sindicatos têm peso grande para o setor industrial e para as federações e, por isso, precisam demandar suas necessidades para as federações e, juntas, encontrarem soluções para atender aos anseios da indústria e assim se tornarem mais fortes”, frisou Oscar.

José Sampaio destacou a importância da união de forças entre os demais sindicatos para buscar soluções para as empresas. Alertou também sobre o acesso ao Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), no qual os sindicatos podem obter cursos, palestras, consultorias e demais contribuições para gestão dos sindicatos e seus associados. “Muitos sindicatos esnobam o programa, às vezes, nem conhecem, e com isso, perdem a oportunidade de alcançar melhorias em seu segmento”.

As dificuldades logísticas foi um dos problemas locais citados. Para Sampaio, o problema deve ser visto como oportunidade para atrair mais associados e angariar mais forças junto aos órgãos competentes. A união fortalece qualquer sindicato, principalmente quando traz resultados positivos. “Juntem os sindicatos com problemas de logísticas e apresentem um projeto para a Federação das Indústrias, apresentem esse projeto em conjunto. Isso vai gerar uma oportunidade para vocês, e ainda aumentar o número de associados”, disse Sampaio.

O encontro contou também com a presença da gestora do PDA no Ceará, Lúcia Abreu, que alertou aos representantes de sindicatos a importância de buscar os serviços oferecidos pelo programa, pois beneficia não apenas os sindicatos, mas também seus associados.