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Sistema FIEAM vê nova realidade de mercado como desafio

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O desenvolvimento de um sensor para detecção preventiva do câncer de mama é um dos projetos que vão mobilizar o Instituto SENAI de Inovação em Microeletrônica (ISI-AM) em 2021. O Smart Detector, como é chamado o invento, entre outros programados, somente será possível por meio de uma parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Amazonas), com o SENAI CETIQT, do Rio de Janeiro, e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

As parcerias e o compartilhamento de ideias, conhecimento e tecnologia, assim como a reestruturação e retomada de programas vão marcar a atuação do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Amazonas no ano que vem, conforme adiantou na última quinta-feira, 17, o presidente Antonio Silva, no balanço de fim de ano. Com o aprendizado da pandemia, ao longo de 2020, as instituições FIEAM, SESI, SENAI e IEL têm pela frente o desafio de se reinventar dentro de uma nova realidade de mercado.

No Serviço Social da Indústria (SESI Amazonas), a aproximação com o SENAI nunca foi tão estratégica, a começar pela integração das áreas de mercado das duas instituições, o que já possibilitou, segundo Silva, a dinamização da oferta de serviços para as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) e a população em geral, com foco no aumento da cobertura de atendimento e receita de serviços.

Também alinhado com as mudanças do mercado, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL Amazonas) vai ampliar, em 2021, um dos principais itens do seu portfólio, o Programa Inova Talentos, desenvolvido em parceria com o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). No balanço do ano, a superintendente da instituição, Andrea Guerra, disse que o programa visa potencializar o processo de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) nas empresas do PIM, principalmente, por meio de um conjunto de ações estratégicas a serem realizadas com foco em Inovação.

Na própria FIEAM, a cooperação entre as instituições do Sistema e os sindicatos patronais filiados, além da interlocução com as indústrias e outros órgãos, possibilitou a formação de uma rede de solidariedade que impactou positivamente no combate à pandemia, com doação de cestas básicas e outros itens, como máscaras e álcool em gel, para uma parcela da população mais carente de Manaus e arredores.

A FIEAM também participou, junto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), do GT de Prefeitos, incluindo a relatoria de matérias, como Licenciamento Ambiental e Áreas Urbanas consolidadas em Áreas de Preservação Permanente. O trabalho busca orientar tecnicamente os prefeitos eleitos nos municípios brasileiros sobre assuntos de interesse de desenvolvimento urbano, incluindo sugestões de regulamentação legal, fundamentação jurídica, exemplos de sucesso já implementados no país e importância dos temas para a garantia da qualidade de vida da população.

SESI investiu em tecnologia para ensino a distância

As Escolas SESI tiveram que se reinventar, em 2020, para continuar funcionando durante a pandemia, o que exigiu investimento em tecnologias, com a aquisição de equipamentos para gravação e transmissão de vídeo-aulas, e capacitação do corpo docente no uso das plataformas digitais. Na Escola SESI Abrahão Sabbá, em Itacoatiara, foi adotado o sistema híbrido de ensino, com aulas remotas e presenciais, utilizado igualmente por outras unidades do SESI e também do SENAI.

Ao falar das medidas para a Creche (Escola SESI Dr. Francisco Garcia), a superintendente do SESI Amazonas, Rosana Vasconcelos, disse que foi necessário compor uma realidade diferente, tendo que ambientar o espaço escolar de acordo com as exigências dos protocolos de saúde e segurança para acolher funcionários, alunos e pais, tanto nos aspectos físicos e estruturais da escola quanto no desafio de montar uma logística para atendimento educacional on-line.

Outro ponto importante, segundo Rosana, foi a construção, junto com a equipe técnica, de um Protocolo de Medidas de Proteção para um retorno gradual e seguro às aulas presenciais, além do compartilhamento de boas práticas com os Departamentos Regionais do SESI (DRs) de Rondônia e Espírito Santo, envolvendo o Plano de Retorno às Aulas da Educação Infantil, adaptação da equipe escolar à “nova” realidade e adequação de práticas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Em 2021, as Escolas SESI começam com o Novo Sistema Estruturado de Ensino, alinhado com a BNCC, utilizando material didático próprio e autoral desde a educação infantil até a Educação de Jovens e Adultos (EJA), passando pelo Ensino Fundamental e o Novo Ensino Médio.

Maior aproximação com a indústria

Segundo Rosana Vasconcelos, o SESI deve buscar, no ano que vem, maior aproximação com a indústria do PIM para ampliar o atendimento da creche às empresas. Até o primeiro semestre, deve oferecer, por meio do projeto Creche-Escola, atendimento à demanda por creche das indústrias instaladas no Distrito Industrial 3, área de expansão do DI na zona Leste.

Em 2020, o SESI deu início a uma nova modalidade de ensino: a EJA On-line. Com o uso de tecnologias digitais, os alunos passaram a estudar de forma remota por meio de vídeo-aulas e lives. Até o mês de novembro, foram atendidos nessa modalidade 2.861 alunos, dos quais 84,5% se mostraram satisfeitos com a nova metodologia, conforme pesquisa realizada em julho. “Em 2021, daremos continuidade às parcerias com os municípios de Iranduba, Careiro e Rio Preto da Eva, e iniciaremos os atendimentos da EJA em Itacoatiara e Parintins”, adianta Rosana.

Atenção aos protocolos de segurança

Em relação à área de Saúde e Segurança na Indústria (SSI), a superintendente deu destaque às ações que foram importantes para as indústrias do Amazonas diante do cenário de pandemia, como a adequação do ambiente de trabalho às normas e protocolos de segurança para enfrentamento ao Covid-19.

O SESI também passou a oferecer testes rápidos e sorologia para diagnóstico do Covid-19, fez campanha de vacinação nas empresas contra o H1N1, além do atendimento virtual, de telemedicina para fins de exames demissionais, e videoconferências com enfoque no Protocolo de Saúde e Segurança para Combate ao Covid-19.

Segundo Rosana, em 2021, o SESI vai trabalhar atividades que tiveram crescimento em 2019 e foram interrompidas em 2020 devido à pandemia, como a avaliação de bioimpedância, atividade física e teatro, tudo “in company”, conforme a preocupação demonstrada pelas empresas em relação à saúde preventiva do trabalhador.

SENAI faz parceria com o Google para manter aulas

O SENAI recorreu a parceria com a plataforma Google For Education para não parar as aulas dos cursos formativos na fase mais aguda da pandemia no Amazonas, entre abril e julho de 2020. De acordo com o diretor regional da instituição, Rogério Pereira, a plataforma permitiu a integração do Sistema de Gestão Escolar (SGE), do SENAI, com todas as ferramentas do Google. Para o retorno às aulas presenciais, em julho, o SENAI elaborou um calendário para reposição das aulas práticas.

Até novembro, o SENAI havia efetivado um total de 12.238 matrículas nos cursos profissionalizantes oferecidos, o que representou queda de 25,17% em relação ao mesmo período de 2019, ainda assim um bom resultado para a instituição considerando as dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19, na avaliação de Rogério Pereira. A maior parte das matrículas foi dirigida aos cursos de aperfeiçoamento (2.189) e cursos transversais e de especialização (4.809). No total, foram 5.672 matrículas oferecidas como gratuidade e 922.840 alunos-hora.

Empreendedorismo e inovação

Dos projetos que saíram da gaveta, em 2020, já está em funcionamento, na Escola SENAI Demóstenes Travessa, no Distrito Industrial, o SENAI Lab, com equipamentos para incutir nos alunos a cultura do empreendedorismo e inovação por meio do sistema aprender-fazendo (cultura maker) em ambiente interdisciplinar. Na mesma unidade, foi montado o Laboratório de Automação Residencial, em parceria com a Intelbrás, para capacitação teórica e prática em cursos de Automação Residencial, Circuitos Internos de TV – CFTV, Sistemas de Segurança Residencial e outros.

A terceira novidade é a implementação do Curso de Projetos em Energia Solar Fotovoltaica, em parceria com o SENAI Nacional e Agência de Desenvolvimento GIZ da Alemanha. No curso, com carga horária de 60h, são disponibilizados conhecimentos de projeto e dimensionamento de sistemas de energia solar fotovoltaica, através do software PVSOL, cujas licenças foram disponibilizadas pela agência GIZ da Alemanha.

Enfrentamento da crise

No auge da falta de respiradores nas UTIs dos hospitais brasileiros, mas principalmente do Amazonas, o SENAI-AM desenvolveu um protótipo de respirador eletropneumático, como alternativa para os modelos utilizados nas redes hospitalares. O projeto foi desenvolvido por técnicos e instrutores da área de Mecatrônica da Escola SENAI Antônio Simões – ESAS, junto com técnicos do Instituto Transire de Tecnologia e Biotecnologia da Amazônia, e com o apoio e orientação de médicos e pesquisadores da Rede de Saúde Samel. O protótipo foi testado e aprovado por médicos especialistas.

O SENAI-AM também fez parte da rede voluntária de instituições e empresas, a Iniciativa + Manutenção de Respiradores, do SENAI Nacional, para recuperar respiradores mecânicos em hospitais e clínicas de todo o país. Essa rede contou com o apoio do Ministério da Saúde, do Ministério da Economia, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e da ABEClin. No Amazonas, além do SENAI, em parceria com as empresas Gera, CEM, BMW e Yontech, participaram a Moto Honda da Amazônia e a UEA. Graças ao apoio do Ministério da Defesa, no transporte do material entre os estados, foram recuperados mais de 2 mil respiradores em todo o país.

Por iniciativa de instrutores e funcionários de suas escolas, o SENAI-AM produziu, logo no início da pandemia, máscaras de proteção de uso geral, e dois modelos de dispositivos para aplicação de álcool em gel, de forma segura, prática e de baixo custo. Uma terceira versão desse equipamento foi desenvolvido para uso exclusivo de crianças em creches escolares.

IEL-AM supera dificuldades na pandemia

Com seis grandes projetos de PD&I, o Instituto Euvaldo Lodi superou as dificuldades com a pandemia, e manteve o foco na qualificação de profissionais para atender a indústria amazonense em 2020. E assim, ajudou a ampliar a competitividades de empresas de todos os portes no Polo Industrial de Manaus.

Ao todo, 22 empresas, entre as quais Samsung, Positivo e Transire, foram atendidas com projetos de PD&I pelo IEL Amazonas, instituição que é credenciada pelo Capda (Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia).

“O IEL-AM tem como foco estratégico a promoção de soluções para ampliar a capacidade das empresas em inovar, atuando com consultorias e capacitações direcionadas à gestão da inovação, com metodologia e ferramentas próprias, para auxiliar as empresas a desenvolverem a cultura da Gestão da Inovação”, disse a superintendente Andrea Guerra.

Em relação ao Programa de Estágio, porta de entrada ao mercado de trabalho para muitos jovens estudantes, houve uma queda, já esperada pela instituição, no número de contratos firmados em decorrência das medidas de isolamento social durante os meses mais difíceis da pandemia em Manaus. Ainda assim, o IEL fechou o ano com 3.700 estágios administrados.

Segundo Andrea Guerra, as medidas de segurança acabaram ajudando a intensificar os cursos on-line. Ao todo, foram realizados 27 cursos para 161 empresas, com 699 pessoas capacitadas. Nos cursos de pós-graduação oferecidos pelo IEL-AM, foram efetivadas seis turmas de pós/MBA, com 131 alunos matriculados e 57 empresas.

FIEAM defende nova matriz com participação da Bioeconomia

Em 2020, a FIEAM comemorou a assinatura do Termo de Compromisso para Logística Reversa (TCLR) após meses de estudos e discussões com o Ministério Público Federal, Ministério Público de Contas, Ministério Público Estadual, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM).

Uma parte importante das ações da FIEAM, em 2020, esteve vinculada ao debate sobre a questão ambiental e também à Bioeconomia como possibilidade real de diversificação da matriz econômica do Amazonas. Em agosto, o presidente do Sistema FIEAM, Antonio Silva, teve importante participação na webconferência “Zona Franca de Manaus – Sustentabilidade e Bioeconomia”, promovida pelo Tribunal de Contas do Estado, com base na revitalização do modelo ZFM dentro de novas alternativas econômica que aliem tecnologia e bioeconomia.

Antonio Silva aproveitou o evento do TCE para lançar em primeira mão o estudo Desenvolvimento Sustentável na Amazônia, assinado em conjunto pela FIEAM, CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e Similares) e Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos). Ali, as entidades da indústria defendem a diversificação produtiva da região e da bioeconomia com a atual matriz econômica do Estado do Amazonas.

Ciente de que as projeções para 2021 dependem fundamentalmente do controle da pandemia, Antonio Silva diz ter esperança de realizar ainda no primeiro semestre do ano que vem o “Qualishow”, evento de premiação do Programa Qualidade Amazonas (PQA), realizado em 2020, pela primeira vez, totalmente on-line.

Também chamado de “Oscar da Qualidade”, o Qualishow vai coroar o trabalho realizado ao longo do ano pelo Departamento de Assistência à Média e Pequena Indústria (DAMPI), com treinamentos, reuniões e apresentações virtuais envolvendo 21 organizações que conseguiram chegar na reta final do Prêmio.

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