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Situação de desemprego causa desalento no trabalhador, diz economista

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A taxa de desemprego atingiu 12 milhões de brasileiros entre junho e agosto deste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o maior número desde 2012, quando teve início a Pesquisa Nacional por Amostra a Domicílios, a PNAD. Na avaliação do economista Edilson Sarriúne, presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará, está cada vez mais difícil conseguir um emprego no Brasil, o que causa um “desalento” no trabalhador.

“O desalento é a inatividade, ou seja, as pessoas que estão no mercado de trabalho há seis meses, oito meses, pressionando, elas ficam desalentadas. Elas não procuram mais, elas cansam de procurar e se acomodam. Então, isso é um número que está crescendo dentro do processo do mercado de trabalho. As pessoas estão saindo da efetividade para ir para o desalento”.

De acordo com o IBGE, entre junho e agosto não houve uma queda significativa nos valores reais de rendimento do trabalhador quando se compara com os três meses anteriores. Apesar disso, a inflação alta acaba por desvalorizar o salário. É o que explica o economista Edilson Sarriúne.

“Embora o IBGE tenha apresentado uma constância dos valores da renda média no terceiro trimestre, assim mesmo, é uma pequena redução de 0,2 por cento a menos na renda do brasileiro. Com a inflação alta, essa renda continua a cair muito mais. Ou seja, a preocupação também é porque 90 por cento da massa salarial existente no Brasil é formada por pessoas que têm o salário menor. Esses salários menores não estão se recuperando”.
De acordo com o IBGE, atualmente, 34 milhões e 200 mil brasileiros têm a carteira assinada. Em relação ao mesmo período de 2015, houve uma queda de 3,8, por cento. Isso significa que um milhão e 400 mil pessoas a menos estão trabalhando com carteira assinada no Brasil.

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