Em continuidade às inspeções realizadas pela nova gestão da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) no interior, o titular da Secretaria Executiva Adjunta de Atenção Especializada ao Interior (SEA-Interior), Cássio Roberto do Espírito Santo, esteve, na terça-feira (29/01), no Hospital Geral Lázaro Reis (HGLR), em Manacapuru, distante 68 km de Manaus, para avaliar as condições da unidade. Foi verificado pelo secretário que o hospital enfrenta problemas de estrutura, enquanto as obras de reforma e ampliação, frutos de um convênio entre o Estado e o Município, estão paralisadas, desde o ano passado.

Segundo Cássio, a visita também foi para fiscalizar as obras do convênio de R$ 8 milhões com a prefeitura. “Teve um convênio para obras de reforma e ampliação, mas, em virtude do período eleitoral, as obras foram paralisadas na gestão passada e agora precisam ser retomadas”, disse o secretário.

O próximo passo, segundo ele, é alinhar com a prefeitura sobre o que pode ser feito nesse sentido. “Vamos ver se adequamos e continuamos as obras, ou se faremos um novo hospital. Vamos levantar as prioridades, em curto, médio e longo prazo, reavaliar a situação atual e os investimentos que precisam ser feitos para que a saúde funcione plenamente em Manacapuru”.

No hospital são oferecidos serviços de atenção básica de urgência e emergência, consultas com pediatras e outros especialistas. Manacapuru é polo de saúde e o hospital atende não só os habitantes do município, mas também moradores de municípios vizinhos, como Beruri, Anori, Fonte Boa, Caapiranga e Anamã.

De acordo com o secretário da SEA/Interior, a estrutura em funcionamento hoje não é adequada para atender a demanda da população. “A gente viu que a estrutura física da unidade está muito comprometida. As obras, que antes já foram inauguradas, hoje estão abandonadas”.

No levantamento de necessidades consta ainda a falta de pintura nas paredes de toda a unidade, goteiras nos telhados, número de leitos insuficientes, macas enferrujadas que ocupam os corredores e falta de cadeiras de espera para os acompanhantes. Em relação ao fornecimento de remédios, a Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) está normalizando o fluxo de abastecimento do hospital.

O quadro de servidores conta com 266 funcionários da Susam e 243 funcionários da Prefeitura de Manacapuru. O hospital tem sete médicos especialistas e nove médicos gerais, e apenas um centro cirúrgico, dos dois existentes na unidade, está em funcionamento.

De acordo com a diretora do Hospital Geral de Manacapuru, Jayssa Martins Vasconcelos, que assumiu a administração há dois meses, mais um problema que merece atenção especial é a obra que foi interrompida no começo das eleições do último ano. “O nosso corpo de funcionários é pequeno para atender com dignidade a população. No projeto da reforma, a proposta é construir uma área exclusiva para atendimentos de urgência e emergência, um necrotério, e a adequação do prédio da maternidade. Mas outras áreas da unidade precisam passar por manutenção preventiva.”

Enquanto visitava a obra, o titular da SEA/Interior constatou o abandono das salas e encontrou aparelhos de informática inutilizados e equipamentos médicos deteriorados. As máquinas da lavanderia ainda são as mesmas desde a inauguração do hospital, ou seja, equipamentos antigos e de difícil manutenção.

Municipalização – Por conta da municipalização, a gestão do hospital é de responsabilidade da prefeitura, que recebe recursos para investimento direto do Ministério da Saúde, e a função do Estado é monitorar a apoiar na prestação do serviço de saúde à população.

Relatório – O próximo passo do titular da SEA Interior será a entrega de um relatório para o secretário de Saúde de Manacapuru, Edivaldo da Silva, com as falhas apuradas durante inspeção para discutir a forma que a Susam poderá atuar, a fim de diminuir as dificuldades do Hospital.

FOTOS: DIVULGAÇÃO/SUSAM

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