Susam inicia atendimento para zerar fila da hemodiálise no Amazonas

A Secretaria Estadual de Saúde (Susam) já deu início aos atendimentos para zerar a fila de hemodiálise no Amazonas. O trabalho começou nesta semana, com o encaminhamento de pacientes que aguardavam atendimento, para a Clínica Pronefro, conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS) e que inaugurou novo espaço, para ampliar em 200 vagas o atendimento a esse público.

O processo de admissão para tratamento consiste na realização de consultas e exames prévios, comandados por equipe multidisciplinar. Primeiro, os pacientes passam por atendimento no serviço social, que orienta sobre os seus direitos. Em seguida, são avaliados por nutricionistas, psicólogos e pelo médico, que solicita os exames sorológicos para então poderem iniciar as sessões de hemodiálise.

“Estamos entrando em contato com cada um dos pacientes e encaminhando 10 por dia”, explicou Simone Saraiva, assessora técnica na área Nefrologia da Susam. A lista de atendimentos inclui pacientes de Manaus e também do interior do Estado.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Orestes Guimarães de Melo Filho, a expectativa é de que as 200 novas vagas abertas para hemodiálise sejam completamente preenchidas até o fim deste mês. Os pacientes que já realizaram os exames e tiveram os resultados encaminhados já iniciam imediatamente o tratamento.

Novas vagas atenderá a demanda existente – A ampliação do serviço de hemodiálise é uma das medidas previstas no Plano Estadual de Atenção ao Paciente com Doença Renal Crônica, implantado pela Susam. De acordo com o secretário, com a abertura das novas vagas será possível atender toda a demanda existente hoje para o serviço, na rede pública de saúde.

“Com essas vagas, conseguimos inserir todas as pessoas que aguardavam por uma vaga para tratamento contínuo em clínica de hemodiálise. São pessoas que estavam fazendo procedimento, que deveria ser de rotina, em prontos-socorros”, explica Orestes. Ele adiantou que outras 180 vagas estão em fase de contratação com o Hospital Beneficente Portuguesa.

Para a presidente da Associação dos Renais Crônicos do Amazonas, Renata Carvalho, o incremento nas vagas de diálise (hemodiálise e diálise peritoneal) é a melhor notícia que poderiam esperar. “É com muita alegria que estamos dando essa notícia aos renais crônicos do Amazonas. Esperamos que com as novas vagas, todo mundo seja assistido dentro da sua necessidade”, disse Renata, que faz hemodiálise há 11 anos.

Serviços disponíveis – Dentro da rede pública estadual de saúde, o serviço continuado de hemodiálise é oferecido na Fundação Hospital Adriano Jorge e através de convênios da Susam com quatro unidades particulares – Hospital Santa Júlia, Clínica Renal de Manaus, Centro de Doenças Renais e Clínica do Amazonas, além da Clínica Pronefro. Tem, ainda, os hospitais e prontos-socorros que realizam procedimentos de emergência e que estavam atendendo pacientes da fila de espera.

Atualmente, 941 pacientes realizam Terapia Renal Substitutiva (TRS) no Amazonas, sendo 869 em hemodiálise e 72 em diálise peritoneal. A hemodiálise é um procedimento que permite a filtração do sangue, eliminando o excesso de toxinas, sais minerais e líquidos nas pessoas que possuem insuficiência renal grave. O tratamento é indicado pelo nefrologista e, geralmente, é feito pelo paciente por toda a vida. Por isso, a necessidade constante de ampliação de vagas. A melhora completa se dá apenas por meio do transplante dos rins.

Competências definidas – O Plano Estadual de Atenção ao Paciente com Doença Renal Crônica foi aprovado em novembro do ano passado, já na atual gestão, que assumiu em outubro. O plano prevê o planejamento de ações por parte do Estado e dos municípios, para o prazo de cinco anos.

A secretária executiva Adjunta de Atenção Especializada da Capital (SEA), Joselita Nobre, da Susam, aponta que é de competência do Estado oferecer atendimento de Média e Alta Complexidade, o que, neste caso, estão incluídas as Terapias Renais Substitutivas e os ambulatórios pré-dialíticos. Já aos municípios cabem as ações de promoção e prevenção das doenças crônicas. Ela destaca a importância de fortalecimento da Atenção Básica, nos municípios, para melhorar a assistência ao paciente hipertenso e diabético, garantindo, dessa forma, o retardamento de complicações renais.

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