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Teatro Amazonas recebe premiada violinista sul-Coreana apresentação única

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Aclamada pela imprensa internacional como um fenômeno na sua área, a jovem violinista sul-coreana Ji Young Lim fará única apresentação em Manaus, na próxima quinta-feira (20), às 20h, no Teatro Amazonas com acompanhamento especial da Orquestra Amazonas Filarmônica, sob regência do maestro Luiz Fernando Malheiro. O evento é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura, e integra as comemorações de 120 anos do símbolo cultural do estado, o Teatro Amazonas.

Nascida em 1995, em Seul, com apenas 20 anos foi a grande vencedora do célebre Concurso Rainha Elisabeth da Bélgica, edição 2015, uma das mais importantes competições musicais do mundo. Em turnê por cinco cidades brasileiras, Ji Young Lim faz uma única apresentação em Manaus e será a solista da Orquestra Amazonas Filarmônica, regida por Luiz Fernando Malheiro.

O programa tem a abertura da ópera “Semiramide” de Rossini, a Sinfonia Nº 4 “Trágica” de Schubert e Ji Young Lim como solista do Concerto para violino Nº 5 de Mozart. A violinista toca com um Stradivarius “Huggins” de 1708, instrumento cedido a ela pela Nippon Music Foundation, por quatro anos, como parte do prêmio conquistado no Concurso.

Talento e musicalidade
Ji Young Lim começou a tocar violino aos sete anos de idade. Depois de estudar no Instituto Nacional da Coreia, completou seus estudos musicais na Universidade Nacional de Artes da Coreia, sob supervisão do violinista Nam Yun Kim.

Lim vem tendo seus brilhantes talento e musicalidade reconhecidos em diversas competições nacionais e internacionais. Destaque para os primeiros prêmios conquistados no Concurso Internacional Euroasia, no Japão, em 2013, e no Concurso Internacional de Violino de Indianapolis, EUA, em 2014.

A violinista já se apresentou nos Estados Unidos, Canadá, Japão, Coreia, Alemanha e Suíça, além da Bélgica, onde venceu o Concurso Rainha Elisabeth 2015. Lim foi a primeira instrumentista coreana a vencer o prestigioso concurso, que nessa edição teve 69 instrumentistas de 20 diferentes países.
Uma das melhores orquestras brasileiras
Criada em 26 de setembro de 1997, a Orquestra Amazonas Filarmônica está prestes a completar 20 anos de atividades, sob a liderança do maestro Luiz Fernando Malheiro, diretor artístico e regente titular, e vem, ao longo desses anos, se consolidando como uma das melhores e mais importantes orquestras brasileiras fora do eixo Rio-São Paulo.

Além de ser a orquestra oficial do Governo do Amazonas, que realiza o Festival de Ópera do Amazonas, apresenta anualmente temporadas de concertos sinfônicos, oferecendo à população amazonense entretenimento cultural de alta qualidade, via Secretaria de Cultura. Destaque, em 2016, para a realização de nova edição da “Série Guaraná”, em comemoração aos 120 anos do Teatro Amazonas.

As peças do programa
Rossini, Abertura da ópera “Semiramide”
A ópera “Semiramide”, escrita em 1823, tem uma das mais conhecidas e aclamadas aberturas de Rossini. Efervescente, a abertura porém está longe de transmitir o espírito da ópera, uma tragédia dramática baseada na lenda de Semíramis, rainha da Assíria. De porte sinfônico, a obra tem orquestração simplesmente perfeita, melodias irresistíveis e, plena de vigor e vitalidade, expressa o temperamento sempre essencialmente ensolarado de Rossini.

Mozart, Concerto para violino Nº 5
Mozart compôs seus cinco concertos para violino entre Abril e Dezembro de 1775, em Salzburgo Embora revelem forte afinidade com as tradições pré-clássicos, neles o jovem Mozart – então com 19 anos – conseguiu encontrar novos meios de expressão totalmente em sintonia com o espírito de seu tempo. Verdadeira obra-prima, o concerto Nº 5 é o mais popular dos concertos para violino e uma das mais reluzentes joias do catálogo de Mozart. É, certamente o mais original e o mais ousado. Embora claramente dentro da tradição clássica, tem um grau de exigências técnicas que fizeram dele algo novo para o violino. O final da obra, construído sobre uma melodia ao estilo minueto, tem um interlúdio cômico evocando musicalmente a terra dos paxás – levando a que o concerto seja frequentemente referido como “Concerto Turco”. Mozart recorreu a este exotismo em várias de suas peças, a mais famosa delas a Sonata para piano K. 331, com o seu bem conhecido Rondo “alla turca”.

Schubert, Sinfonia Nº 4, “Trágica”
Franz Schubert compôs sua Quarta Sinfonia em 1816, quando tinha apenas 19 anos. Moldada segundo a linguagem das sinfonias de Haydn e Mozart, trouxe porém elementos harmônicos originais e sofisticação melódica que serviria de inspiração para as sinfonias para cordas compostas nos anos 1820 pelo jovem Mendelssohn. Batizada “Trágica”, é a única entre todas as sinfonias de Schubert em tonalidade menor – e começa justamente com um acorde “sinistro”, como que afirmando as intenções do compositor: pessimismo e gravidade. De todo modo, a obra não é tão tragicamente escura, há nela momentos extraordinários de brilho e de grande beleza. Sua primeira apresentação profissional ocorreu somente em 1849, mais de 20 anos após a morte de Schubert.

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