Dificuldades ao urinar, jato de urina fraco, pressão e dor ao esvaziar a bexiga e uso de sonda vesical, são condições que podem estar associadas ou decorrer da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), alteração provocada pelo crescimento da próstata com o avanço da idade e que atinge cerca de 15 milhões de brasileiros. Para garantir um tratamento menos doloroso e com resultados eficazes em curto prazo, a medicina contou com uma mãozinha da tecnologia, a partir da qual chegou-se ao procedimento denominado ‘Eletrovaporização da Próstata com Plasma Button’.

O cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Dr. Giuseppe Figliuolo, explica que a técnica baseia-se no uso de laser para a pulverização e vaporização da glândula, abrindo caminho para a passagem da urina e reduzindo ou acabando com o incômodo ocasionado pelo problema.

De acordo com ele, o crescimento da próstata acaba obstruindo o canal urinário quando em fase mais avançada. A eletrovaporização é considerada minimamente invasiva e apresenta vantagens como rápida recuperação pós-cirúrgica, menos sangramento durante a cirurgia e uma abordagem mais segura e com poucos riscos de seqüelas.

Considerada uma terapia recente, a técnica está disponível em Manaus, na clínica Urocentro (rua Fortaleza, Adrianópilis). Antes dela, a abordagem incluía cortes para a retirada de tecido e a recuperação era mais demorada.

Com o avanço da tecnologia, hoje, a cirurgia é endoscópica, feita pelo canal da uretra, sem cortes e tem a duração de 1 a 2 horas, aproximadamente. “Esse tipo de abordagem ajuda a reduzir o tamanho da próstata. Geralmente, indicamos para pessoas acima dos 60 anos, faixa etária na qual a alteração é mais comum”, explicou Fogliuolo.

A definição da conduta terapêutica ocorre após exame de toque retal e realização de biópsia (análise patológica de tecido retirado da próstata, para investigar se não há presença de doença maligna). Durante o procedimento, é utilizada solução salina para irrigação, o que reduz o risco de síndrome de absorção.

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