Tecnologia é usada para gerar mapas e topografias precisos para projetos da prefeitura

Um plano de voo com 201 minutos de duração, feito por um drone, vai cobrir uma área de mais de 300 hectares na zona Sul, no Distrito Industrial, para dar suporte a projetos do programa de crescimento econômico e social “Mais Manaus”, lançado pelo prefeito David Almeida. O drone utilizado é o Mavic 2 Zoom, que faz a coleta de imagens para o sensoriamento remoto e fotogrametria.

Hoje, o Distrito Industrial já recebe obras da Prefeitura de Manaus de recuperação das ruas, um total de 32 quilômetros de recapeamento asfáltico, pavimentação, drenagem profunda e superficial, entre outros serviços.

O plano de voo foi montado pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), via Gerência de Informação e Geoprocessamento (GIG), e vai gerar 4.453 imagens entre o percurso da rotatória da Suframa e o porto do Ceasa, produzindo levantamento topográfico, planialtimetria e fotogrametria.

Usados como fontes de recursos para geração de imagens em alta qualidade, georreferenciamento de áreas urbanas, vetorização para mapas, fotogrametria e planejamento urbano, os drones são cada vez mais importantes ferramentas na elaboração de ações e propostas de desenvolvimento das cidades.

Os trabalhos em campo serão realizados por equipes do GIG e da Vice-Presidência de Habitação e Assuntos Fundiários (Vpreshaf), com suporte dos gerentes de Informação e Geoprocessamento, Luiz Augusto Albuquerque, e do gerente de Projetos e Programas da Vpreshaf, Elismar Maciel.

As informações capturadas pelos drones, pós processadas via softwares e aplicativos como Drone Deploy, Mappa e ArcGIS, são usadas para formar uma grande foto atualizada da área de interesse, mosaico de ortofoto, que possui uma alta resolução espacial (GSD), permitindo análises minuciosas de ordem centimétrica.

“Com as aeronaves ainda é possível fazer imagens de praças, parques e centros comerciais; de assentamentos irregulares; imóveis abandonados; topografia com curvas de nível, incluindo em locais de difícil acesso, entre outros”, explica o gerente Luiz Augusto.

Sistemas

Os drones usam tecnologia de Sistema Global de Navegação por Satélites, Sistema Real Time Kinematic (RTK) e Sistema de Informações Geográficas (SIG) para fazer a vetorização das áreas sobrevoadas que servirão de base para futuros projetos.

A imagem obtida pela aeronave não tripulável é ajustada com os pontos de controle no solo do RTK, que atua na correção dos dados coletados pelo GPS do drone em tempo real, com precisão de centímetros. O uso dos equipamentos por equipe treinada reduz o tempo de topografia, permitindo a obtenção de dados muito mais precisos e alta produtividade no levantamento.

Texto – Claudia do Valle / Implurb

Foto – Divulgação / Implurb