Três tecnologias são peças-chave no mundo empresarial de hoje: inteligência artificial, internet das coisas e blockchain. Juntas, elas têm impactado positivamente o mercado brasileiro de negócios e as relações profissionais.

Estimativas da empresa de consultoria em gestão Accenture apontam que a implementação das tecnologias ligadas à internet das coisas, por exemplo, deverá impactar o PIB brasileiro em aproximadamente US$ 39 bilhões, até 2030. O ganho pode alcançar US$ 210 bilhões, caso o País crie condições para acelerar a absorção das tecnologias relacionadas

A inteligência artificial tem permitido a substituição de capital humano por equipamentos capazes de estabelecer certos tipos de raciocínio, achar solução para problemas, em atividades e rotinas operacionais de baixa e média complexidade nas empresas.

A internet das coisas é a capacidade de equipamentos usados no dia a dia, que, integrados à internet, e associados à inteligência artificial, ajudam pessoas e empresas a tomarem decisões.

E, por último, a que mais se fala hoje em dia, a blockchain. Que é a possibilidade por meio tecnológico de desburocratizar as relações de mercado.

Segundo o professor da Universidade de Brasília (UnB) especialista em inovação, tecnologia e recursos, Antônio Isidro da Silva Filho, são elas que estão levando empresas e profissionais a alcançarem maiores níveis de produtividade e de competitividade.

“Desta forma, a gente tem percebido que empresas que ainda não fizeram processo de assimilação dessa nova realidade, nova maneira de se integrar aos mercados. [As empresas] Vão precisar fazer isso com alguma rapidez, caso contrário vão perder participação no mercado, vão deixar de contratar mão de obra qualificada, porque não vão conseguir arcar com o salário de pessoas mais qualificadas. E desta maneira, pode-se perceber queda dos dados de emprego e, consequentemente, fechamento de empresas. É importante que as empresas nacionais sobretudo se esforcem no sentido de encontrar caminhos, meios para as tecnologias digitais no setor produtivo.”

De olho neste cenário e atenta às necessidades de mudanças, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elaborou o estudo Propostas da Indústria para as eleições 2018 -Indústria 4.0 e Digitalização da Economia, encaminhado aos presidenciáveis, com os desafios e as soluções para preparar o terreno para as mudanças. O gerente-executivo de Política Industrial da CNI, João Emílio Gonçalves, explica os motivos.

“A gente tem uma série de desafios de competitividade, vários passam por questões sistêmicas, por questões relacionadas ao custo Brasil, mas o que a gente defende é que avançar rapidamente rumo à indústria 4.0 permite ganhos em competitividade que são necessários para a indústria brasileira. Ou seja, a gente precisa tratar, obviamente, das questões sistêmicas, do custo Brasil, mas precisa avançar também nessa direção.”

Um dos principais desafios é o de qualificar a mão de obra para atuar na Indústria 4.0. A recomendação do setor da indústria, incluída no estudo Propostas da Indústria para as eleições 2018 -Indústria 4.0 e Digitalização da Economia, prevê o desenvolvimento de estratégias para a formação e requalificação de recursos humanos. Além disso, o SENAI levantou as 30 profissões que vão surgir com a Indústria 4.0. e disponibiliza cursos técnicos de aperfeiçoamento profissional e pós-graduação nas tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0, como Computação em nuvem, big data, segurança digital e internet das coisas. Saiba mais no site do SENAI 4.0.

Reportagem, Camila Costa

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