Tiros em bar LGBT do Centro de Manaus tem relação com disputas por tráfico de drogas

"Informações preliminares indicam que o fato teria sido motivado pelo tráfico de drogas", diz Amadeu Soares

O Secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Amadeu Soares, informou nesta terça-feira (30/10) que o caso dos tiros disparados por um bando armado na noite desta segunda-feira (29/10) em bar LGBT na Rua Simão Bolívar, no Centro de Manaus, zona sul, está sendo investigado e informações preliminares indicam que o fato teria sido motivado pelo tráfico de drogas. Na tarde de ontem, um homem que trabalhava como flanelinha foi morto nas proximidades.

A ocorrência dos tiros no bar localizado em frente à Praça da Saudade foi atendida por policiais militares da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). Segundo testemunhas, foram disparados cerca de oito tiros direcionados a um frequentador do bar. Ninguém foi atingido. Os infratores chegaram ao local em um veículo modelo Fiat Mobi, branco, de placa não identificada. Após disparar os tiros, eles fugiram pela Rua Ferreira Pena, no sentido do Terminal de Integração da Avenida Constantino Nery. A PM fez buscas na área, mas não localizou nenhum suspeito.

Na tarde de segunda-feira, por volta das 15h, a polícia registrou a morte de Edivan Sousa de Oliveira, 35, que trabalhava como guardador de carros naquela região. Segundo relatos colhidos por policiais no local do crime, três homens armados chegaram de carro e efetuaram disparos contra o flanelinha, que foi atingido no peito com dois tiros.

De acordo com informações do relatório do CIOPS, os três infratores chegaram de carro, desembarcaram na Rua Luiz Antony e foram em direção a Edivan, que correu pela Simão Bolívar, onde foi atingido e morto. O assassinato está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Responsável por investigar os crimes registrados na área central da capital, o titular do 24º Distrito Integrado de Polícia Civil, delegado Marcelo Martins, acredita que as duas ocorrências indicam relação com o tráfico de drogas. Até o momento, nenhuma vítima compareceu a unidade policial para registrar Boletim de Ocorrência.

“Está tudo sendo investigado e não podemos dar mais detalhes. Tudo indica que está relacionado ao tráfico de drogas e não com homofobia”, afirma o delegado.