Tiroteio entre donos de funerárias deixa dois feridos em Manaus

Na noite desta segunda-feira (19), por volta das 19h30, um tiroteio foi registrado na na avenida Major Gabriel, bairro Praça 14 de Janeiro, na Zona Sul de Manaus. Durante a ação, duas pessoas baleadas e policiais do Comando de Policiamento de Área (CPA Sul) atenderam a ocorrência.

A motivação seria uma disputa judicial por uma rede de funerárias da capital. Um dos suspeitos de efetuar os tiros, um tenente-coronel da reserva, é sócio de uma das unidades, mas acabou rompendo relações com o outro sócio, afirma o EmTempo.

De acordo com a Polícia Militar, as pessoas baleadas foram identificadas apenas como Patrick e Jurema, de 34 anos. Ambos deram entrada em unidades de saúde de Manaus.

Informações obtidas pelo Portal EmTempo dão conta de que na disputa judicial ficou definido que uma das funerárias devia entregar um carro para a outra e, desde então, estava ocorrendo confrontos entre as pessoas envolvidas.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA EMPRESÁRIA

Sobre o episódio de duas tentativas de homicídio em uma funerária, localizada na Avenida Major Gabriel, bairro Praça 14 de Janeiro, na zona Sul de Manaus, na noite de segunda-feira (19), a defesa da empresária baleada, esclarece que a vítima esteve no local, por volta das 17h30, juntamente com um oficial de justiça e dois funcionários para cumprir um mandado de busca e apreensão (nº 00120210315955) sobre um veículo, modelo Nissan Pathfinder SE25, alvo de disputa judicial de divisão de bens provenientes de uma sociedade.

Vítima e autor mantinham sociedade em uma empresa de serviços funerários. A empresária explica que o carro pertence à ela, mas estava em posse do sócio. Após negativa dele de entregar o veículo, a vítima decidiu reaver o bem por meio da Justiça. O processo impetrado pela empresária, no dia 01 de outubro de 2018, sob o número 0645610-24.2018.8.04.0001, tramita na 15ª Vara Cível.

Conforme o advogado de defesa da empresária, Dr. Marcelo Amil, a empresária telefonou para o autor assim que chegou à funerária e, de forma cordial, avisou sobre o cumprimento do mandado. Mesmo com a abordagem amistosa, ele se negou novamente a entregar o veículo e agiu com aspereza e grosseria.

“A minha cliente foi vítima de tentativa de homicídio quando ela tentou acompanhar o cumprimento de uma ordem judicial de busca e apreensão de um veículo. Uma ordem expedida legitimamente e cumprida por Oficial de Justiça. O oficial de Justiça decidiu sair do local por não se sentir seguro e informou que voltaria nesta terça-feira, com apoio policial, para cumprir a decisão judicial. A minha cliente permaneceu nas proximidades da funerária fazendo algumas ligações e verificando como seria a ação hoje. Ela chegou a ser ameaça de morte pela companheira do autor dos tiros. Minutos depois, ele saiu de um carro preto e já foi atirando na direção da empresária e dos seus funcionários, numa clara tentativa de homicídio. Ele tentou matar a sócia e o funcionário dela, mas graças a Deus os ferimentos não foram fatais. Nós já iniciamos todos os procedimentos policiais e judiciais, tanto para instauração de inquérito, e vamos fazer as devidas representações ao Ministério Público e acompanhar para que ele seja levado ao Tribunal do Júri, respondendo ao duplo homicídio tentado”, destacou o advogado.

A empresária foi baleada na coxa esquerda e um dos funcionários foi atingido no braço e no peito. As duas vítimas foram levadas por pessoas que passavam pelo local para unidades de saúde distintas e ambos não correm o risco de morte. O funcionário foi operado e segue em avaliação médica no Hospital 28 de Agosto. Já a empresária continua com a bala alojada no corpo aguardando a cirurgia para remoção do projétil.

A defesa esclarece que a ação seguiu todos os critérios judiciais e que, em nenhum momento, houve ataque ao autor. O caso foi registrado no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), sob o Boletim de Ocorrência nº 19461/2021. Na manhã desta terça-feira (20), a Juíza de Direito da 15ª Vara Cível e de Acidentes do Trabalho, Ida Maria Costa de Andrade, determinou que o caso seja acompanhado pela Central de Mandados e pela Corregedoria Geral da Justiça.