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Trabalhadores da saúde denunciam irregularidades em pagamentos

A Sessão Plenária desta terça-feira (4) da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), ocorrida de forma remota e presencial, trouxe ao debate entre os parlamentares estaduais a Cessão de Tempo para ouvir a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, relatos de viagem e sobre as atuais dificuldades dos amazonenses do interior.

O deputado Wilker Barreto (Podemos) convidou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Santas Casas, Entidades Filantrópicas e Religiosas e Estabelecimentos de Saúde do Estado do Amazonas (Sindpriv-AM), Graciete Mouzinho, para falar sobre o não pagamento, por parte do Governo Estadual, do vale-alimentação e adicional de risco de vida de mais de quatro mil técnicos de enfermagem. “Acredito que a Aleam irá nos dar uma resposta. Nós queremos o que está na Lei, todos os direitos conforme a Lei. Peço em nome desses mais de quatro mil profissionais. Por trás da máscara existem pais e mães de família”, apelou.

Wilker Barreto também denunciou a realização de uma Ata de Registro de Preços elaborada pelo Governo do Estado para compra de aparelho monitor multiparamétrico (o principal equipamento utilizado entre os profissionais de saúde para acompanhar a evolução dos indicadores de saúde de pacientes), cujo preço unitário registrado foi de R$ 42.880,00.

Entretanto, segundo o parlamentar, sua equipe fez uma pesquisa de preços no mercado e encontrou preços que variam de R$ 16 mil a 25 mil reais. “A justificativa do governo para majorar o preço foi de particularidade da Amazônia. Isso é um absurdo. Estou ingressando no Ministério Público de Contas (MPC-AM). É mais um exemplo de que o dinheiro do amazonense está indo pelo ralo”, denunciou.

Cabo Maciel (PL), durante o Pequeno Expediente, fez um relato de sua visita ao município de Humaitá (distante 591 km de Manaus em linha reta), onde foi aos dois hospitais públicos da cidade, às unidades da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil. O parlamentar também falou sobre a visita à Apuí (1.122 km) quando, ao lado do prefeito Marcos Lise (PSC), vistoriou a recuperação de parte da AM-174, que liga Novo Aripuanã (227 km) a Apuí. “A reforma do posto policial é importante para a segurança pública, para dar dignidade aos servidores da segurança pública. Eu fiz um raio-X do município, é uma cidade promissora, que dá qualidade de vida à sua população”, afirmou.

Fausto Jr. (MDB) subiu à tribuna para se dizer preocupado com a segurança pública do Amazonas diante da escalada do tráfico de drogas no interior. O parlamentar se referiu ao nascimento de uma organização criminosa que se autodenomina “evangélica”. “Não podemos permitir que esse câncer se estabeleça nesse estado, precisamos dar alternativas aos jovens para sair desse caminho que só tem dois resultados: a prisão ou a morte”, acrescentando que se coloca à disposição da Comissão de Segurança Pública para procurar uma solução para a situação.

Tony Medeiros (PSD) falou sobre as dificuldades que os amazonenses que moram no interior do Estado sofrem, com faltas de políticas públicas de desenvolvimento. Por estes motivos, o deputado apresentará um Projeto de Lei (PL) estabelecendo prazo para liberação de licença ambiental pelos órgãos públicos estaduais. “Os trabalhadores tradicionais da Amazônia precisam sobreviver e, infelizmente, burocratizaram tudo. Está na hora do momento de desburocratização de todos os setores no Brasil”, lamentou.

Em comunicado de liderança, o deputado Carlinhos Bessa (PV) denunciou a situação atual do aterro sanitário da cidade de Tefé (522 km) pois, segundo ele, o lixão fica próximo da pista do aeroporto. “Se a pista do aeroporto for fechada vai causar um grande prejuízo, faço um apelo ao Ministério Público do Estado para notificar imediatamente o prefeito de Tefé para corrigir o mais rápido possível a situação”, declarou.

Foto: Hudson Fonseca

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