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Três diferenças entre crocodilos e jacarés

Conheça as diferenças entre crocodilos e jacarés que, junto dos gaviais, formam os chamados ‘crocodilianos’

Se você nunca saiu do Brasil, nunca viu um crocodilo na natureza. No país, só existem espécies de jacarés. Mas você sabe as diferenças entre os dois crocodilianos comumente confundidos?

O termo ‘crocodilianos’ se refere a todos os membros da Família Crocodylidae, os crocodilos, da Família Alligatoridae, nas quais se incluem os jacarés, aligatores e caimães e da Família Gavialidae, formada pelos gaviais.

Os crocodilianos têm uma série de características em comum, como a alta velocidade, capacidade de submersão e um complexo sistema de comunicação, dos quais trataremos em uma próxima postagem. Possuem, porém, diferenças que tornam possível distingui-los ‘a olho nu’. Reunimos aqui as três principais:

1. Focinhos: Os principais critérios usados para distinguir os membros das três famílias crocodilianas são a forma e estrutura da cabeça. Os jacarés têm focinhos largos e arredondados e os crocodilos, estreitos e compridos. A forma da cabeça está associada aos hábitos alimentares das espécies.

2. Dente que aparece: Uma das características comuns aos crocodilianos é o 4º dente protuberante no maxilar inferior. Nos jacarés, aligátores e caimães esse dente se encaixa em uma cavidade na mandíbula superior quando fechada, de modo que a sua ponta fica escondida. Já no caso dos crocodilos, a ponta é claramente visível. Ou seja, o dente aparece nos crocodilos mesmo de ‘boca’ fechada.

3. Defesa: Os jacarés são considerados mais dóceis do que os crocodilos. É importante ressaltar que não ‘atacam’ humanos, mas exibem mecanismos de defesa quando se sentem ameaçados: irão defender vigorosamente o seu ninho para deter predadores ou intrusos. As ocorrências de acidentes com humanos acontecem como ação de defesa de território em locais como igarapés, rios e lagos, onde as espécies vivem.

Programa de Pesquisa em Conservação e Manejo de Jacarés do Instituto Mamirauá

As informações acima foram reunidas pelos pesquisadores do Programa de Pesquisa em Conservação e Manejo de Jacarés do Instituto Mamirauá, que tem como objetivo gerar informações biológicas e ecológicas de quatro espécies de jacarés amazônicos: jacaré-açú (Melanosuchus niger), jacaretinga (Caiman crocodilus), jacaré-paguá (Paleosuchus palpebrosus) e jacaré-coroa (Paleosuchus trigonatus).

O programa implementa ações de pesquisa sobre dinâmica populacional, distribuição e uso de habitat, biologia e ecologia reprodutiva, genética de populações, saúde e uso de recursos. Também desenvolve estratégias orientadas ao monitoramento participativo comunitário de jacarés e a estruturação da cadeia produtiva.

O Instituto Mamirauá é uma organização social fomentada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Texto: Júlia de Freitas
Foto: Divulgação