Unicef declara que crianças não tenham acesso a armas de fogo

FILE PHOTO - Salesman Ryan Martinez clears the chamber of an AR-15 at the "Ready Gunner" gun store In Provo, Utah, U.S. in Provo, Utah, U.S., June 21, 2016. REUTERS/George Frey/File Photo

A porta-voz do Unicef Marixie Mercado defende que crianças não tenham acesso a armas e que estejam o mais longe possível delas. A declaração foi dada nesta sexta-feira (19), durante coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça.

A afirmação foi feita ao ser questionada sobre declarações do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) sobre o porte de armas e suas sugestões de que pais precisam ensinar menores a atirar. Marixie ressaltou que o Unicef não vê tais ideias com bons olhos e foi enfática: “defendemos manter crianças o mais distante possível de armas”.

O candidato Jair Bolsonaro já foi flagrado ensinando crianças a fazerem o sinal de arma com as mãos durante campanha eleitoral. Em Araçatuba, São Paulo, ele pergunta para a criança vestido com a farda infantil da Policia Militar se ele sabe atirar. Em Goiânia, a cena também se repetiu. No Acre, o militar disse em comício que “ia matar a petralhada”, em referência aos militantes do PT.

Segundo a porta-voz do Unicef, um eventual acesso precoce a armas de fogo seria um risco para toda a sociedade. De acordo com a Convenção dos Direitos das Crianças, de 1989, é necessário manter menores longe dos impactos da violência, conflitos armados ou hostilidades. Em um Protocolo Opcional, aprovado em 2000, a Organização das Nações Unidas ainda aponta que os governos têm o dever de proteger menores de hostilidades.

Reportagem, Juliana Gonçalves