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Vacinação contra febre amarela inicia na zona Rural de Manaus

Vacinação/febre amarela/Rural de Manaus

Mesmo sem casos registrados há 10 anos em Manaus, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) iniciou nesta quinta-feira, 9 de março, a intensificação da vacinação contra febre amarela na zona Rural de Manaus. O objetivo é vacinar, até o dia 26 de abril, a população ainda não imunizada, incluindo crianças a partir de nove meses.

Pessoas com mais de 60 anos também devem se vacinar. Não devem ser vacinadas as gestantes e as pessoas imunodeprimidas (que têm câncer, lúpus, HIV e outros fatores que debilitam o sistema imunológico).

A estratégia de atuação da Coordenação de Imunização da Semsa e do Distrito de Saúde Rural é dividir o trabalho por calhas de rios. As primeiras comunidades do rio Amazonas já começaram a ser visitadas. Depois serão visitadas as áreas do rio Negro e, por último, as do Tarumã-Mirim. Uma equipe de 32 profissionais está se revezando para dar efetividade à ação.

A imunização cumpre uma determinação do Ministério da Saúde que pretende atingir a totalidade de pessoas que residem em zonas Rurais do país e que ainda não foram vacinadas contra a febre amarela. Grande parte dos atuais casos da doença se concentra em zonas rurais dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e São Paulo.

Conforme a gerente de Imunização da Disa Rural, Adriana Soares, com a imunização, se cria uma barreira epidemiológica e a população, principalmente dessas áreas no entorno da área urbana, protegidas contra a doença que tem afetado áreas rurais de várias outras cidades brasileiras. “A forma mais eficaz para prevenção da Febre Amarela é a vacinação. Desta forma, vamos realiza-la de casa em casa.”

Até o último dia 2, o país já contabilizava 352 casos confirmados de febre amarela silvestre e 113 mortes confirmadas, segundo boletim do Ministério da Saúde. Em 2000, data do último surto da doença, foram 85 casos e 39 mortes.

Segundo o diretor do Disa Rural, Raimar Carvalho, a Semsa também vai priorizar as comunidades que podem ser acessadas pelas rodovias BR-174 e AM-010 para que nenhuma comunidade fique de fora.

O Ministério da Saúde informa que a febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), com gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África.

Os sintomas são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina). A febre amarela é transmitida pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A transmissão de pessoa para pessoa não existe.

O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva. Se o paciente não receber assistência médica, ele pode morrer. A única forma de evitar a febre amarela silvestre é a vacinação contra a doença.

A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. Ela deve ser aplicada 10 dias antes da viagem para as áreas de risco de transmissão da doença. Pode ser aplicada a partir dos 9 meses e é válida por 10 anos. A vacina é contraindicada a gestantes, imunodeprimidos (pessoas com o sistema imunológico debilitado) e pessoas alérgicas a gema de ovo.

Comunidades do Rio Amazonas que estão sendo visitadas:

Quinta-feira, 9/3, manhã: Comunidade Caramuri;
Quinta –feira, 9/3, tarde: Comunidades Monte Horebe e Paraná do Thiago;
Sexta-feira, 10/3, manhã: Lago do Arumã;
Sexta-feira, 10/3, tarde: Comunidade de N.S. do Carmo;
Sábado, 11/3, manhã: Comunidade N.S. do Perpétuo Socorro;
Sábado, 11/3, tarde: Comunidade Bom sucesso;
Domingo, 12/03, manhã: Comunidade Bom sucesso;
Domingo, 12/3, tarde: Assentamento N. S.de Nazaré;
Segunda-feira, 13/3, manhã: Comunidade São Pedro;
Segunda-feira, 13/3, tarde: Comunidade Guajará;
Terça-feira, 14/3, manhã: Comunidade Jatuarana;
Terça-feira, 14/3, tarde: Comunidade Mainã.

Texto: Agnaldo Oliveira Júnior

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