Ao lembrar que esta segunda-feira (1º) é o Dia Internacional de Luta contra a Aids, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) destacou a campanha da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por meio da Pastoral da Aids: “Cuide bem de você e de todos os que você ama. Faça o teste do HIV.”

A senadora disse que atualmente 217 mil pessoas têm acesso ao tratamento gratuito no Brasil, país que fabrica onze dos 20 medicamentos antirretrovirais usados no tratamento do HIV. Ela acrescentou que isso foi possível depois que o Brasil decidiu pela quebra de patentes dos medicamentos, se transformando num dos países que garante melhor qualidade de vida aos portadores do HIV:

— Há alguns anos o Brasil chegou, a partir de uma decisão corajosa, mas extremamente necessária, quando decidiu pela quebra de patentes de medicamentos da aids, o Brasil prestou um grande serviço não só aos brasileiros e às brasileiras, mas ao mundo inteiro porque assim permitiu que acordos com as grandes indústrias, com as multinacionais fossem realizados e os estados e o poder público adquiriu o medicamento da AIDS a um preço muito mais acessível.

Ela destacou que há hoje no país 530 mil pessoas que vivem com o vírus. E desse total, 135 mil não sabem que têm o HIV porque nunca fizeram o teste. Daí a importância de as pessoas se submeterem ao exame de sangue, que é fácil e rápido, disse a senadora.

Seguro desemprego

Em seu pronunciamento na tarde desta segunda-feira, Vanessa Grazziotin ainda considerou equivocadas as propostas publicadas na imprensa e que o governo federal poderá vir a adotar para um melhor ajuste das contas públicas.

Entre essas medidas estariam alterações na concessão de abono salarial aos trabalhadores e redução no período de pagamento de seguro desemprego. Para a senadora, em vez de mexer nesses benefícios, o governo deveria trabalhar no combate a fraudes.

— São trabalhadores que pressionam seus empregadores, e no geral os pequenos empregadores, para que o demita apenas pró-forme para receber o seguro desemprego. Esse sim não deve ter o seguro desemprego. Agora, para quem está desempregado, ver diminuir o tempo de recebimento não é justo. Penso que em primeiro lugar o governo deveria adotar medidas mais eficientes para combater a fraude e não partir logo para diminuir direitos — disse.

Agência Senado

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