Veja vídeo – Acusados de pedofilia procuravam vítimas em regiões periféricas de Manaus, conforme o desejo dos clientes

Na manhã desta terça-feira (18), a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), bairro Alvorada, zona oeste, desencadeou a “Operação 666” para combater uma rede de exploração sexual de crianças em Manaus. Segundo as investigações, as vítimas eram escolhidas em escolas públicas e comunidades da periferia da cidade. Seis meninas foram identificadas como sendo usadas pela rede de prostituição. Tudo foi descoberto depois que a Polícia Civil prendeu o empresário Fabian Neves dos Santos, 37 anos, em motel com uma adolescente de 13 anos. A menina era aliciada pela própria tia que está presa.

O nome Operação 666 faz menção, justamente à senha utilizada por Fabian Neves para acessar as informações do telefone celular do acusado. Depois da quebra do sigilo telefônico, os investigadores chegaram até outros integrantes da rede de prostituição. Ana Kássia da Silva Bentes, de 23 anos, que seria uma garota de programa e suspeita de aliciar meninas, foi presa em uma casa na travessa Brasil, na comunidade Parque das Nações, no bairro Flores, na Zona Centro-Sul de Manaus. O empresário Raimundo Alves Vale Filho, de 52 anos, proprietário de uma loja de material de construção foi preso na avenida Mirra, bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste da capital. Ele seria cliente da rede de prostituição infantil.

De acordo com a polícia, Ana Cássia é sócia da tia da primeira vítima identificada e resgatada. Seis vítimas com idades entre 13 e 14 anos foram identificadas e ouvidas pela polícia. Somente os tios da primeira vítima sabiam da exploração sexual e eram beneficiados pela prostituição infantil. Familiares das outras não estavam cientes.

Os acusados foram encaminhadas para os os Cetros de Detenção Provisória Feminino e Masculino, respectivamente onde ficam à disposição das autoridades.

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