Pelo menos 1 mil trabalhadores da educação participaram da caminhada de deflagração da greve da SEDUC na manhã de hoje (15). Debaixo de chuva, gritando palavras de ordem, munidos de cartazes e sob ameaça da justiça de suspender a greve, os trabalhadores seguiram da Praça da Polícia até à Praça da Matriz, numa ‘marcha da sombrinha’. A atividade foi liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (SINTEAM).

Até o momento, não há data para uma nova rodada de negociação com o governo do Estado. O sindicato pede 15% de reajuste salarial. O governo oferece 3,93%, alegando impedimento por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

À tarde, o comando de greve vai reunir nas zonas da cidade para definir as atividades do movimento paredista para os próximos dias.

“Os pais não devem se preocupar porque o calendário permite a reposição dos dias parados. Logo, não haverá perda de conteúdo para os estudantes”, afirmou o secretário de finanças do SINTEAM, Cleber Ferreira.

Veja a lista de municípios que aderiram ao movimento

Municípios que paralisaram total ou parcialmente (lista atualizada às 16h30)

1. Nhamundá
2. Boa Vista do Ramos
3. Eirunepé
4. Manicoré
5. Fonte Boa
6. Manacapuru
7. Tefé
8. Nova Olinda do Norte
9. Maués
10. Coari
11. Humaitá
12. São Paulo de Olivença
13. Itapiranga
14. Itacoatiara
15. São Gabriel da Cachoeira
16. Codajás
17. Juruá
18. Benjamin Constant
19. Boca do Acre
20. Parintins
21. Tabatinga

Veja a nota da Seduc

O Governo do Amazonas informa que tem se mantido aberto ao diálogo com os representantes dos servidores da área de educação e que a decisão da Justiça, que atende um pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE) em relação ao indicativo de greve de entidades sindicais, tem como objetivo assegurar o funcionamento da rede estadual de ensino e não prejudicar os 420 mil alunos que hoje são atendidos pela rede.

Nas negociações com a categoria, o Governo do Amazonas, que em janeiro honrou com o pagamento de 9,38% da data-base de 2016, tem apresentado propostas e possibilidades do Estado em relação às reivindicações dos trabalhadores da educação e já assegurou a eles o pagamento de 3,93% referente à data-base de 2019, assim como fez com os servidores da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e delegados da Polícia Civil.

Em razão da situação fiscal do Estado, a Lei de Responsabilidade Fiscal limita a reposição da data-base ao índice de inflação acumulado nos últimos 12 meses, impedindo a oferta de percentuais maiores de reajuste.

Para os trabalhadores da educação, além do cumprimento da data-base, o Estado apresentou a proposta de pagamento das progressões horizontais por tempo de serviço, garantindo mais 2% de reajuste para 22 mil profissionais da educação. Além disso, propôs o pagamento das progressões verticais por qualificação que podem representar ganhos de 12%, 50% e 55%. As duas propostas foram apresentadas como uma alternativa para garantir ganhos reais aos servidores da educação.

Veja vídeo

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