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Victor o goleiro azulino que vai defender as cores do Amazonas na Copinha

Ele ignorou a baixa estatura, escolheu uma das posições mais difíceis do futebol e tem como objetivo deixar seu nome marcado na história do futebol baré

Todo grande time começa por um grande goleiro e no Naça, isso não é diferente. Um dos principais goleiros da atualidade nas categorias de base no futebol amazonense é o Victor, uma das figurinhas carimbadas para participar da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2020, defendendo as cores do Nacional Futebol Clube e com a responsabilidade de representar o Estado do Amazonas. Ele é um dos 22 jogadores que integram os relacionados que embarcam para São Paulo dia 1º. Na primeira fase, vai encarar o Paraná-PR, Velo Clube-SP e RedBull Brasil.

O adjetivo “grande” goleiro não expressa muito bem a altura do arqueiro azulino. José Victor Pereira Oliveira, de 19 anos, mede 1,74, mas já provou que merece ser respeitado como grande, debaixo das traves e fora das quatro linhas, principalmente pela sua maturidade e foco.

“Me considero um cara tranquilo. Gosto de conversar, mas sei a hora de calar. Tenho um sonho r vou fazer o possível para conseguir realizar. Acredito que minha qualidade é a paciência, mas meu defeito é, às vezes, ser desorganizado”, admite.

Natural de Tefé, no interior do Amazonas, filho único do aquaviário Rogério Oliveira e da dona de casa Raisyana Oliveira, ele sempre sonhou ser jogador de futebol e assim como a maioria queria fazer gols, como atacante, e não evitá-los, mas quis o destino que ele acrescentasse mais uma ferramenta de trabalho: as luvas.

O ídolo de Victor e sua principal inspiração é nada menos que Rogério Ceni, ex goleiro do São Paulo e atual técnico do Fortaleza. Ele foi um dos motivos que o fez caminhar para a pequena área e ser o único jogador do seu time ter autoridade para pegar a bola com as mãos.

“No começo atuava como atacante, sonhava em fazer muitos gols, mas desde criança admirava o Rogério Ceni. Meus pais e outras pessoas, não concordavam com a possibilidade de ser goleiro, devido a minha baixa estatura, até que no futsal, comecei a pegar no gol, mas não tinha muita confiança. Na transição para o futebol de campo, vi que era isso que amava fazer, treinei e com a ajuda dos meus professores e companheiros me encontrei. Hoje me sinto feliz na posição que atuo”, revelou.

Nos gramados, o goleiro, já defendeu do Holanda e, numa de suas atuações, ele chamou a atenção do então preparador de goleiros do Naça, Raphael Perrone.

“O professor Raphael que me deu a oportunidade de poder vestir camisa de um clube centenário. É uma camisa de peso, de muitas histórias e conquistas, que já abriu as portas para grandes ídolos. É uma grande satisfação e só tenho a agradecer pela oportunidade, principalmente de disputar a Copa São Paulo”, declarou.

Victor divide a posição com Lucas que mede 1,94. Ele fala sobre a concorrência, os treinos e a responsabilidade de abrir mão da diversão na juventude, pela busca da realização profissional: deixar seu nome na história do futebol amazonense.

“A gente acaba se aproximando mais pela posição que exerce e ali temos objetivos em comum. Nós treinamos juntos, procuramos incentivar um ao outro e, independente de quem for para o gol, o escolhido pelo professor Ribamar, com certeza daremos o nosso melhor”, afirmou.

O jovem arqueiro vai disputar a sua primeira competição nacional, a Copa de Futebol Júnior, a mais importante das categorias de base no Brasil. Ele garante que está controlando a ansiedade e compara a sensação de quando chegou à final do sub-21, diante do São Raimundo, no Campeonato Amazonense da categoria, quando brilhou e pegou dois pênaltis

“É uma sensação muito boa de poder representar seu estado. Claro que tem a ansiedade, mas faz parte e até meu ídolo já passou por isso. Então, penso em colocar em prática o que foi treinado, imagino o apoio dos meus pais, familiares, amigos e, principalmente a torcida do Nacional. Isso é um gás a mais. Lembro na final contra o São Raimundo e foi nisso que pensei”, lembrou.

Victor embarca no dia 1º de janeiro rumo a São Paulo para disputar a Copa São Paulo de Futebol Júnior, ele revela a expectativa para a competição.

“O Nacional forneceu a melhor estrutura para todos nós, a comissão técnica e jogadores estão abraçando essa oportunidade, treinamos estamos diariamente e focados no nosso objetivo que é fazer uma boa campanha na competição”, finalizou.

Após seis anos, o Mais Querido volta a disputar a Copa São Paulo de Futebol Júnior, onde o Leão da Vila Municipal está no grupo 6 da competição, com Paraná-PR, Velo Clube-SP e RB Brasil-SP. A estreia do Naça na copinha, ocorre no dia 3 de janeiro, às 19h15m (horário de Brasília), contra o Paraná-PR, no estádio Benito Agnello Castelani, na cidade sede Rio Claro-SP.

Foto: João Normando