Voos com drone começam a gerar mapas e topografias para projetos da prefeitura

Para dar suporte tecnológico, de informação e geoprocessamento para os projetos do programa de crescimento econômico e social “Mais Manaus”, lançado na segunda quinzena de julho pelo prefeito David Almeida, nesta sexta-feira, 9/7, a Prefeitura de Manaus, via Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), com apoio técnico da Secretaria Municipal de Educação (Semed), iniciou a programação de voos com drone para cobrir uma área de mais de 300 hectares na zona Sul da capital.

O plano de voo iniciado hoje foi montado pela Gerência de Informação e Geoprocessamento (GIG) do instituto e vai gerar imagens com fotos e vídeos entre o percurso da rotatória da Suframa e o porto do Ceasa, produzindo levantamento topográfico, planoaltimetria e fotogrametria.

Os trabalhos em campo iniciaram por equipes da GIG, com suporte do gerente de Informação e Geoprocessamento, Luiz Augusto Albuquerque, e do chefe de Divisão de Tecnologia da Informação da Semed, Charles Silva de Araújo.

Serão geradas mais de 4,5 mil imagens entre o percurso e na próxima semana será feito novo sobrevoo com aeronave não tripulável. O drone utilizado é o Mavic 2 Zoom, que faz a coleta de imagens para o sensoriamento remoto e fotogrametria.

Imagens

Usados como fontes de recursos para geração de imagens em alta qualidade, georreferenciamento de áreas urbanas, vetorização para mapas, fotogrametria e planejamento urbano, os drones são cada vez mais importantes ferramentas na elaboração de ações e propostas de desenvolvimento das cidades.

As informações capturadas pelos drones, após processadas via softwares e aplicativos como Drone Deploy, Mappa e ArcGIS, são usadas para formar uma grande foto atualizada da área de interesse, mosaico de ortofoto, que possui uma alta resolução espacial (GSD), permitindo análises minuciosas de ordem centimétrica.

“Com as aeronaves ainda é possível fazer imagens de praças, parques e centros comerciais; de assentamentos irregulares; imóveis abandonados; topografia com curvas de nível, incluindo em locais de difícil acesso, entre outros”, explica o gerente Luiz Augusto.

Os drones usam tecnologia de Sistema Global de Navegação por Satélites, Sistema Real Time Kinematic (RTK) e Sistema de Informações Geográficas (SIG), para fazer a vetorização das áreas sobrevoadas que servirão de base para futuros projetos.

O imageamento obtido pela aeronave não tripulável é ajustado com os pontos de controle no solo do Sistema Real Time Kinematic, que atua na correção dos dados coletados pelo GPS do drone em tempo real, com precisão de centímetros. O uso dos equipamentos por equipe treinada reduz o tempo de topografia, permitindo a obtenção de dados muito mais precisos e alta produtividade no levantamento.

Texto – Claudia do Valle / Implurb

Foto – Divulgação ∕ Implurb