Waldemiro Lustoza abre a mostra do PQA

A empresa Waldemiro P. Lustoza & Cia Ltda, uma das mais tradicionais do setor de transporte fluvial do Estado, expôs, pela primeira vez, nesta terça-feira (25), no Auditório da Suframa, seu modelo de gestão aos avaliadores do Prêmio Qualidade Amazonas. Com mais de 70 anos no mercado local, a empresa abriu os trabalhos da 19ª Mostra de Gestão e Melhorias para a Qualidade, que reúne até a próxima sexta-feira 29 organizações finalistas ao PQA, sete na modalidade Gestão e 22 em Processo.

Considerado o maior seminário de benchmarking da região, a mostra é promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), por meio do seu Departamento de Assistência à Média e Pequena Indústria (DAMPI). É a etapa final para definição dos vencedores do PQA, que serão anunciados em 23 de novembro, no evento “Qualishow”.

Ao apresentar à banca julgadora o relatório elaborado de acordo com os critérios da modalidade Gestão, a diretora administrativa e sócia da Waldemiro P. Lustoza & Cia. Ltda, Jéssica Sabbá, disse que a grande transformação no gerenciamento da empresa se deu em 2009, quando teve início o contrato formal com a multinacional Shell. Até então, vigorava um acordo de cavalheiros entre as partes.

Fundada em 1942 pelo empresário Waldemiro Peres Lustoza, homenageado no nome da primeira escola do SENAI no Amazonas, a WPL é hoje uma das mais conceituadas empresas do setor de transporte fluvial, tendo se firmado como transportadora de derivados de petróleo por meio de empurradores e balsas-tanque.

A empresa, que começou no comércio de tabaco, piaçava e juta, até descobrir sua vocação atual, possui uma frota com 24 balsas e dez empurradores em atividade, e conta com três bases de apoio, em Porto Velho, Rondônia, em Santarém e Itaituba, no Pará.

De acordo com a encarregada do Sistema de Gestão Integrado, Luciene Barbosa, a empresa está totalmente focada no atendimento a esse único cliente, a gigante petrolífera anglo-holandesa Shell, à qual se deve todo o aprimoramento da gestão.

Para a diretora Jéssica Sabbá, a WPL definiu como diretrizes para o SGI, a prestação de serviços com qualidade, saúde, segurança e respeito ao meio ambiente, buscando minimizar os impactos ambientais resultantes da sua atividade.

Um dos projetos destacados pelo técnico ambiental da WPL, Carlos Augusto Garrido, é a implantação do projeto de placas fotovoltaicas nos dez empurradores, que prevê tornar essas embarcações autossuficientes na geração da energia consumida até o ano que vem, o que significa gerar com as placas 75% do consumo.

Serviço público

Segundo modelo de gestão apresentado no primeiro dia da mostra, a Secretaria Municipal de Finanças, Tecnologia da Informação e Controle Interno (Semef) submeteu à banca julgadora projeto Eficiência em Gestão: Equilíbrio Financeiro, como parte do Mapa Estratégico Manaus 2030, em plena execução pela Prefeitura de Manaus, com a meta de elevar o padrão da eficiência da gestão municipal.

De acordo com o subsecretário de Gestão da Semef, Alain Costa, a proposta é melhorar a efetividade financeira do município a partir de duas ações: aumentar a arrecadação e melhorar a eficiência dos gastos. “Mas, para aumentar a arrecadação, aumentar a receita própria, melhorar o nível dessa arrecadação e buscar novas alternativas de recursos”, disse Costa.

Para o subsecretário, o evento decisivo que levou a Prefeitura de Manaus a passar da 12ª para a 1ª posição em gestão fiscal, entre as outras prefeituras de capital, foi a implantação do Siged (Sistema de Gestão Eletrônica de Documentos), que ajudou o município a reduzir a burocracia, melhorando o relacionamento com o contribuinte e proporcionando uma economia de 10 mil resmas de papel entre 2016 e 2017.

De acordo com Alain Costa, a grande dificuldade para trabalhar um modelo de gestão para Manaus, uma cidade de 11 mil quilômetros de extensão, com 158 habitantes por quilômetro quadrado, foi encontrar parâmetros adequados. “Como escolher um referencial comparativo, esse foi o nosso desafio”, disse o subsecretário.

Modalidade Processo

A Panasonic conseguiu economizar mais de R$ 760 mil, em dois anos, com a eliminação de um defeito na produção de televisores em sua planta do Polo Industrial de Manaus. O projeto para diminuir o índice de defeitos na linha de montagem, executado por uma equipe de cinco funcionários, entre abril de 2015 a março de 2016, foi um dos seis projetos da modalidade Processo apresentados nesta terça-feira no primeiro dia da 19ª Mostra de Gestão e Melhorias para a Qualidade.

Amadurecimento

Responsável pela avaliação dos 29 relatórios reunidos na 19ª Mostra, a banca julgadora é formada por Mírian Cohen, secretária executiva do Programa da Qualidade do Rio de Janeiro, César Viana, gerente do Prêmio Nacional da Qualidade da Gestão Pública (GesPública) e Félix Ricardi, analista e consultor da Serpro.

Segundo a juíza Miriam Cohen, as empresas participantes ao longo das 25 edições do Prêmio Qualidade Amazonas passaram por um amadurecimento das práticas em relação ao seu nível de gestão e processos. “As empresas têm conseguido avançar relacionando a importância de produzir as tecnologias ao mesmo tempo proteger as pessoas, os recursos humanos. A tecnologia deve estar a serviço das pessoas”, disse Cohen sobre a introdução do cenário da Indústria 4.0.

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