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Webinar sobre polêmica envolvendo o tombamento do Encontro das Águas é realizado nesta quarta

A polêmica referente ao tombamento do Encontro das Águas como patrimônio cultural e natural da Amazônia será debatida em um webinar, na próxima quarta-feira, dia 24, às 18h30 (Manaus), sob coordenação dos movimentos Ficha Verde, SOS Encontro das Águas e Fórum das Águas. O evento é gratuito e será transmitido através do canal no Youtube e na página do Facebook do Movimento Ficha Verde, além de fazer referência ao mês em celebração ao Dia Mundial da Água.

Os participantes são o deputado federal e membro do Fórum das Águas, José Ricardo; o doutor em Ciências Sociais em Desenvolvimento Agricultura e Sociedade CPDA/UFRRJ, André Bazzanella; a membro do SOS Encontro das Águas, Elisa Wandelli; e terá mediação da membro do Ficha Verde, Luciana Valente.

O webinar vai ter ainda uma participação especial do poeta e músico, Celdo Braga, que vai declamar o poema “Encontro das Águas”, do escritor e poeta, Quintino Cunha, que faleceu em 1943.

“Vamos realizar o webinar no mês que destacamos a importância da água para o planeta e com um assunto que também tem grande relevância, que é o tombamento do Encontro das Águas, realizado há mais de 10 anos, mas até hoje não foi homologado”, disse Luciana Valente.

A homologação do tombamento é alvo de diversas ações no Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente em virtude de um projeto que pretende construir um porto de cargas na região do Encontro das Águas. Existem estudos que mostram que o porto pode prejudicar o meio ambiente na região.

Segundo o técnico responsável pela abertura do pedido de tombamento do Encontro das Águas, André Bazzanella, a motivação para o tombamento veio do entendimento que reúne, por suas características naturais e culturais, atributos que o qualificam como uma paisagem passível de reconhecimento como patrimônio de alta relevância material e simbólica. “O Encontro das Águas, evidentemente, é um dos principais polos de atração, de identificação dessa natureza, principalmente, vinculado à grandiosidade de um bioma gigantesco que é a floresta amazônica”, explica o historiador.

“Então, podemos partir do princípio de que o tombamento é extremamente técnico. Ele não foi feito em função de nenhuma condicionante externa, mas porque era necessário. Ele responde à uma demanda de vinculação, de consolidação, de sedimentação dessa relação Brasil-território brasileiro”, conclui.

Foto: Dvulgação

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