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Wilker Barreto: “A não prorrogação da CPI da Saúde será um ataque mortal ao interesse público”

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Na próxima terça-feira, 29, o Plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) decidirá pela continuação ou não dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, que completa seu prazo regimental de 120 dias. Para o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos), a prorrogação por mais 60 dias da comissão que investiga irregularidades em contratos da saúde pública do Estado será um gesto de sensibilidade da Casa Legislativa com a sociedade amazonense, caso contrário, representará um ataque mortal ao povo.

Titular de destaque na CPI, Wilker reiterou que os resultados obtidos pela comissão foram positivos e afirmou que a não extensão do prazo será um baque para os interesses do povo amazonense.

“Espero que a Assembleia tenha a sensibilidade de prorrogar os trabalhos da CPI, que visivelmente deu resultados. Tivemos cuidado em trabalhar com fatos e sem politizar uma comissão que já entrou para a história como uma das mais sérias desta Casa. Portanto, eu vejo que o voto contrário pela prorrogação será um ataque direto e mortal ao interesse público”, ponderou Barreto.

Instaurada no dia 14 de maio, a CPI da Saúde realizou, até agora, cerca de 40 reuniões e ouviu 41 depoimentos de secretários, gestores e pessoas investigadas por contratos fraudulentos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM). Além disso, foram feitas 5 inspeções em unidades de saúde, 2 ações na justiça, 4 recomendações ao Governo do Estado e 4 Projetos de Lei aprovados pela comissão.

Em 120 dias de investigação, a CPI da Saúde revelou um esquema de superfaturamento na compra de ventiladores pulmonares feito pelo Executivo numa loja de vinhos, apontou diversas fraudes em serviços não prestados na rede pública de saúde, detectou condutas criminosas por parte de agentes públicos e descobriu vários contratos lesivos ao erário.

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