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Wilson Lima e secretário Nacional de Defesa Civil sobrevoam municípios afetados pela cheia no Amazonas

Monitoramento vai embasar liberação de recursos federais, diz Alexandre Lucas Alves

O governador Wilson Lima e o secretário Nacional da Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves, sobrevoaram, nesta segunda-feira (10/05), as áreas atingidas pela cheia na capital e nos municípios de Iranduba, Careiro da Várzea e Autazes. O monitoramento vai embasar a liberação de recursos federais para prestar assistência humanitária às famílias do Amazonas que estão precisando, afirmou Alexandre Alves.

O sobrevoo permitiu que o secretário constatasse as dificuldades enfrentadas pelas famílias afetadas pela cheia, que deixa ruas submersas e exige que a locomoção seja feita por embarcações. A enchente também obriga a elevação dos pisos das residências e a transferência de animais, como o gado, para áreas de terra firme.

“Esse mês de maio será bem difícil, com a expectativa de que nós tenhamos 50 municípios atingidos ao mesmo tempo. A presença do Governo Federal, através do secretário Nacional de Defesa, é muito importante e é fundamental quando ele faz esse trabalho in loco. Todos esses esforços das prefeituras, do Governo do Estado e do Governo Federal são fundamentais nesse momento em que nossos irmãos estão sendo atingidos pela subida dos rios”, disse o governador Wilson Lima.

O secretário nacional de Defesa Civil cumpre agenda em Manaus realizando o levantamento dos danos causados pela cheia, que vai resultar em um plano de trabalho visando a destinação de recursos. Segundo Alexandre Alves, por meio do sobrevoo foi possível comprovar as dificuldades das pessoas e as perdas econômicas.

“Eu quero ver se até amanhã (11/05) a gente começa a liberar mais recursos. A gente já liberou R$ 14 milhões para os municípios do Amazonas até hoje, mas a gente percebe que precisa de mais e nós vamos liberar. Essa é a ordem do presidente Jair Bolsonaro e a ordem do ministro Rogério Marinho (do Desenvolvimento Regional)”.

Recursos do Estado – Até o momento, 20 municípios do Amazonas já decretaram Situação de Emergência. Desde fevereiro, o Governo do Estado começou a executar, com recursos próprios, a Operação Enchente 2021, estimada, atualmente, em R$ 97 milhões. As ações ocorrem à medida que as prefeituras decretam Situação de Emergência em razão da cheia. Para 13 municípios, a operação já levou ajuda humanitária, água potável e ações nas áreas social, de saúde e de fomento, como anistia de dívidas e operações de crédito.

Na última sexta-feira (07/05), como parte dessa operação, o governador Wilson Lima começou a entregar os cartões do Auxílio Estadual Enchente, no valor de R$ 300. O benefício vai chegar a 100 mil famílias, em todo o estado, que tiverem as casas invadidas pela água dos rios.

Monitoramento – Segundo a Secretaria Executiva de Ações de Proteção e Defesa Civil do Amazonas, 24 mil pessoas foram atingidas pela cheia na capital. Nesta segunda-feira, de acordo com o Centro de Monitoramento e Alerta, a cota do rio Negro está em 29,47 metros. O monitoramento aponta que, em dez dias, o rio pode atingir a marca histórica de 2012 (29,97 metros).

Já no Careiro da Várzea, na região do baixo rio Solimões, 28 mil pessoas enfrentam problemas decorrentes da cheia. Entre elas, 200 estão desabrigados. Iranduba, também no baixo Solimões, a cheia afetou 15 mil pessoas e 228 estão desabrigadas. No médio Amazonas, há 4 mil pessoas afetadas, no município de Autazes.

Foto: Diego Peres/Secom

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