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Wilson Lima volta atrás e diz que polícia deve mostrar rostos de bandidos no AM

O governador do Amazonas, Wilson Lima, se manifestou na manhã desta quarta-feira (21) sobre a determinação do delegado-geral da Polícia Civil, José Lázaro Ramos da Silva, em não permitir que profissionais da imprensa mostrem os rostos ou entrevistem criminosos presos no Amazonas.

O jornalista, que trabalhou por anos com esse tipo de conteúdo, disse que entende, como ninguém, o trabalho da imprensa e revogou a portaria normativa – que visava atender um pedido do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH).

“Hoje mesmo pela manhã e reunir com a minha equipe. Eu entendo que o cidadão de bem é quem tem direito no nosso governo. Já determinei a revogação de alguns dispositivos. Eu sou profissional da imprensa e trabalhei por muito tempo mostrei a cara de bandidos. No caso de um estelionatário que é mostrado na televisão faz com que haja um choque de denúncias. Outras vítimas dessa pessoa passam a ir na delegacia porque a viram na TV. Nós temos a preocupação apenas de proteger a vítima, como é o caso do estupro. Um familiar que cometeu o crime, quando é mostrado acaba por expor ainda mais a vítima”, declarou.

Wilson Lima ainda frisou que a revogação de alguns dispositivos da portaria tem o objetivo de fazer com que a população continue contribuindo com o trabalho da polícia, no reconhecimento de quem está cometendo crimes na cidade de Manaus.

“Volto a frisar quem tem direito no nosso governo é o cidadão de bem”, finalizou.

Portaria

Atendendo a uma recomendação do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), a Polícia Civil do Amazonas publicou uma Portaria Normativa, no último dia 1º de agosto, estabelecendo diretrizes quanto à divulgação de informações e procedimentos de exposição na mídia de pessoas presas, sob a guarda ou custódia da PC-AM.

Assinada pelo delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, a portaria seguia a recomendação do CNDH às secretarias estaduais de Segurança Pública, vedando a exposição indevida da imagem de pessoas que estejam sob a custódia do Estado.

Veja o que dizia a portaria normativa
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